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há um momento

por mandarina, em 31.05.12

em que caís na real, em que se faz silêncio na tua cabeça e coração, em que simplesmente não tens mais a declarar e te sentes livre de uma vez por todas do passado. Passou o tempo de me manifestar, e a vontade, não lamento nada do que aconteceu, aconteceu por uma razão, tudo acontece por alguma razão, aquela história também, se podia ter sido diferente, não creio que pudesse ter sido, nem o início, nem meio nem sequer o fim. Creio sim e com a mais profunda das convicções nisto:

Na verdade, o que chamamos "rejeição" é a forma que o universo encontrou para nos levar a largar alguma coisa da qual precisamos libertar-nos, mostrando-nos frequentemente como nos poderemos estar a rejeitar a nós mesmos durante o processo.

(lido aqui, e sentido na primeira pessoa)

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mágica

por mandarina, em 06.05.12

Hoje assinala-se o dia da mãe, certo!? Em tons de brincadeira disse à Rita como digo sempre a propósito desta coisa dos dias, (dia da Mulher, do Pai, dos Avós, etc) todos os dias é dia da mãe quando se é mãe e dificilmente uma mãe esquece isso, todos os dias do ano. Mas parece que se tem de assinalar a coisa para ninguém se esquecer ou dar mais relevo a algo que só por si tem o maior relevo do mundo, a maternidade. Nem nós, os filhos, esquecemos jamais aquela que nos carregou nove meses na barriga e nos orientou por muitos e muitos mais anos e que, enquanto, for possível continuará a fazê-lo. Mas bom, todos sabemos que mãe é talvez a palavra mais cara do mundo. E para cada um de nós de maneira especial e, por isso, mágica.

 

A minha mãe também, porque apesar das nossas inúmeras diferenças, ou quiça demasiadas parecenças, ela é uma mãe mágica, até no verdadeiro sentido da palavra, porque ela fez magia em criar sozinha dois putos muito chatinhos e, nem sempre, tão bem comportados. É mágica porque teve a coragem de leoa que teve de nos criar o melhor que pode, de nos ensinar que a vida tem de ser levada adiante sem que nos deixemos demover pelas coisas más que sucedem. Mágica porque lhe invejo a coragem e a bravura de ter investido em nós mesmo que isso significasse, muitas vezes, pôr-se a si em segundo plano.

 

A magia da maternidade é talvez mesmo essa, sabermos que antes de nós vêm os filhos e o seu bem-estar, e, que, por isso, não se pode acusar nenhuma mãe de querer, lutar e bater-se pelo melhor futuro para os seus filhos. A minha fê-lo, e por isso mesmo é mágica.

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Faço anos e nem sabia

por mandarina, em 24.04.12

A verdade é: Deus muitas vezes não nos tira as pessoas do caminho. Deus apenas nos livra delas.

daqui

{também eu cada vez mais estou convencida disso}

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Química

por mandarina, em 28.03.12

Sempre foi coisa que me fascinou. Química, e não falo propriamente da ciência, se bem que também é uma ciência. Falo de química que sentimos por alguém, no momento imediato que os nossos olhares se cruzam, que trocamos as primeiras palavras, aquela que nos impele ao toque, à descoberta do outro, à física. Mas fiquemo-nos pela química. Aquele momento em que esquecemos o mundo ao redor e nos concentramos a gozar a química a dois, é uma reacção espontânea e ingénua. Não acho que a química se possa provocar, ou existe ou simplesmente não.

Poucas vezes foram que senti química pura com alguém, não se pode forçar a química, é das reacções mais naturais que se desencadeiam entre dois suspeitos.

Química pura é rara e sabe tão bem, é uma reacção simultaneamente inebriante e temível. Nunca sabemos onde nos levará, não é facilmente controlável, tem génio e tem querer. Quando somos invadidos por ela, juramos que não sabemos nem como nem porquê ela se apoderou de nós com tanta veemência e assertividade. Mas sabe bem querer deixarmo-nos manipular por ela. Melhor ainda quando a sentimos em conjunto, quando ela é partilhada como um segredo só conhecido pelos envolvidos.

Lembro-me como se fosse hoje como ela me envolveu da última vez, não sei se no primeiro olhar, se nos primeiros dez minutos de conversa mas não sentia nada assim há muito e quis perpetuar o feitiço. Até que se quebrou, (in)consumada. Química em estado puro. Prazer adiado ou imaginado.

 

As melhores fantasias são as não consumadas. Ficam no ar com uma aura de perfeição inatingível.

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Crise sentimental

por mandarina, em 23.03.12

Talvez o problema esteja em mim, talvez eu seja uma pessoa demasiado exigente com os outros e menos comigo, menos do que deveria ser. Às tantas devia ser "the other way around" mas a questão é que espero sempre mais dos outros do que se calhar deveria, e isto é mau, cenário crítico nos dias que correm, isto porque normalmente os outros estão-se pouco marimbando para o que tu esperas deles, continuam a pautar as suas acções levianamente como se tu não existisses. E tu continuas a preocupar-te com o que eles pensam e eles não tão nem aí, continuam nos seus afazeres como se nada fosse. Ao fim e ao cabo é assim mesmo, cada um de nós fixa-se no próprio umbigo indiferente aos outros, aos seus sentimentos, às suas angústias, às suas esperanças, às suas chamadas. Quer-se lá saber, só se preocupa quem sabe a importância que o outro assume na sua vida, e aí preocupa-se em vão porque o outro não está nem aí, anda ocupado na sua vidinha, com as suas coisinhas, com as pessoas que tem à mão.

Hoje em dia são mais aqueles que se estão marimbar para os outros do que os que se preocupam e querem saber, já que, no final de contas, as expectativas que saem defraudadas são sempre daqueles que esperam demais e nunca de quem só dá o que quer, e não o que pode. E meus amigos, desenganem-se se pensam que a crise chegou só aos bolsos das pessoas, cada vez mais constato que chegou também ao carácter e atitudes. É uma crise tal que se arraigou nas pessoas e lhes mirrou o coração. Este chega cada vez para menos, enxerga menos do que seria suposto e dá-se muito pouco. É a chamada crise sentimental.

 

Quando me fartar de bater com a cabeça nas portas e, nesse momento, perder para sempre a esperança nas pessoas aí sim deixarei de me importar demais ou de menos e serei tão ou mais egoísta quantos essas pessoas. Evitar-se-ão muitos desassossegos d'alma.

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let's get this straight

por mandarina, em 17.03.12

Dou por mim a empacar nesta pergunta: "se sabias ao que ias porque foste?" acho que não há resposta automática para esta pergunta. Fui porque quis, ninguém me obrigou nem ninguém me enganou. Enganei-me eu a mim própria e quanto a isso nada a acrescentar. Quis ir, fui, por minha conta e prejuízo, já ia avisada. Erro ou não? Possível que sim, possível que não. Creio que não, teria sido se tivesse sido enganada, mas não fui, a não ser por mim.

 

Aprendi a lição. Aprendi que brincarmos com os nossos próprios sentimentos e valores nos custa mais do que julgamos. Que as mentiras que contamos ao nosso "eu" têm as pernas muito curtas. Duram o tempo que dura a ilusão, quando ela se desvanece caímos de cú no cimento duro e frio. Mas é assim que se aprende. A bater com cabeça nas portas, a cometer erros estúpidos de modo a aprender a fórmula para não voltar a fazer errado de novo. E quando se joga limpo, ainda melhor. Para a próxima quando quiser correr riscos desnecessários vou lembrar-me desta lição. E que há riscos que, por mais apetecíveis que sejam, podem trazer muitos dissabores. Mas lá está o fruto proibido é o mais apetecido. Sempre foi e sempre será.

Você pode se machucar, mas é a única forma de viver a vida completamente.

Dalai Lama

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Desconexo

por mandarina, em 29.02.12

Se são coisas da minha cabeça já deixavam de ser!!!

 

Eu não tenho por hábito sofrer da mania da perseguição, aliás, pessoas com a mania da perseguição irritam-me, é que, por amor à santa, não há paciência para pessoas que estão constantemente a pensar que os outros conspiram contra si. A mim costuma-me muito crer que os outros, por mais invejas, ódios, paixões, admiração que nutram por alguém, passem a vida a conspirar e a lançar macumbas a presumíveis individuos-alvo. Acredito muito mais facilmente no karma do que em teorias de conspiração.

 

Mas teorias à parte, se são coisas da minha cabeça, então, confesso-vos que ando a bater mal, muito mal aliás. Senão são, já chega, já farta, já me cansa, e já desapareciam de vez da minha frente...assim como num passo de magia.

 

Um dia está lá, no outro puff, desapareceu! Pode ser, ou tá difícil!?

 

sounds nonsense, I know

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Individualidade

por mandarina, em 19.02.12

Muito indignada, resmunguei-lhe "não estás a dançar ao ritmo da música" ao que me responde "cada um sente o ritmo da música à sua maneira". Foi o quanto bastou para me calar, e nunca antes alguém me havia feito calar assim com tanta vontade. Sentimos a música diferentemente do outro, ouvimos a mesma melodia, os mesmos acordes, as mesmas notas, mas ela penetra dentro de nós de uma maneira que só nós sabemos como. É o maior dos segredos porque é pessoal e intransmissível.

 

Assim o é quando gostamos de alguém, amamos individualmente, a dois, mas cada um à sua maneira. Pensamos sentir em consonância, mas sentimos coisas totalmente diferentes. Somos singulares, só sabemos o que é o amor à nossa maneira e dimensão, nunca, por melhor que descrevamos o que sentimos, conseguiremos verdadeiramente sentir em conjunto, é impossível, somos seres individuais. E não há discrição, por mais exaustiva que seja, que se aproxime do mais ínfimo sentimento, quando chegar ao outro já chega distorcido, quando ele o imaginar já será outra coisa. Não há como sentir duas vezes o mesmo, muito menos sentir o mesmo pelos olhos de outra pessoa.

 

Nunca antes havia compreendido isto, e hoje, ao pensar nisto, e no porquê daquela frase nunca me ter saído da cabeça, percebo agora que ela condensa muito do que me falta perceber no amor: a sua individualidade.

 

Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.

[Fernando Pessoa]

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Futuramente...

por mandarina, em 17.02.12

Amigo Aprendiz

 

Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu possa.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso: é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias…

 

[Fernando Pessoa]

 

um poema à minha medida

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Pensamentos aleatórios #6

por mandarina, em 16.02.12

Hoje, na minha caixa de correio electrónico "agora você e ... estão conectados". Mentira, agora estamos é desconectados. Com pena minha. Mas valores mais altos se levantam. Inevitabilidades da vidinha!

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