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Dos tempos

por mandarina, em 31.07.12

Uma pessoa não se dá conta do cansaço que leva no corpo enquanto não pára, não pára para sentir o quão cansada se está.

Só hoje me dou conta do cansaço que levava neste corpo. Um cansaço que me tem deixado numa espécie de transe. 

Este cansaço a par com um período conturbado de indefinição constante, de pontos de interrogação que colocam uma vida em suspenso, de espera interior, do desejo de conciliar o que o coração pede e a razão exige, de tornar o difícil em algo mais fácil e certeiro, e do inadiável medo, que está à espreita, medo de (voltar) errar, de trocar os pés pelas mãos e emaranhar-me ainda mais, não num beco sem saída, mas o mal de tudo primeiramente, é simplesmente não saber o que quero, isso não me apavora, mas angustia-me e cansa-me submedida.

 

Melhores dias virão, e o nevoeiro que hoje é cerrado acabará por dissipar-se mais dia menos dia...

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Bela (?)

por mandarina, em 21.07.12

No meu horóscopo hoje:

Pare e examine o caminho por onde vai a sua vida. Será que os objectivos estabelecidos há anos ainda fazem sentido perante o ser que é hoje?

(realmente, será que fazem?)

 

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Ausento-me

por mandarina, em 28.06.12

Porque não consigo raciocinar direito, por isso, prefiro não escrever nonsense e poupar-vos à minha diarreia mental (não encontro outro termo).

Estou num estado de pura ansiedade, não consigo encaixar as ideias, não consigo encontrar as palavras que materializem essas ideias confusas.

Estou em pleno estado de névoa, nem é tempestade, não é nada, é tipo aquela chuva que caí e não molha, só incomoda.

Odeio não saber de nada, está aí alguém, alguém do outro lado que me responda, que me alivie a tensão, que me acabe com as incertezas. Dizer que em breve sei não adianta, não minimiza o meu desespero nem acalma a minha impaciência.

 

Porque é que tem de ser sempre assim tão sofrido, tão em suspenso, tão demorado?

 

E isto é só a ponta do icebergue. Ando em espécie de período de tortura auto-infligida, e não quero, quero ter no que agarrar, quero mais certezas na minha vida, quero mais segurança e estabilidade. Que eu sou forte, mas não sou um rochedo. Ou se sou, então sou um rochedo cheio de rachas prestes a partir-se aos bocados.

 

E perdoai-me mas não esperem muito de mim nos próximos tempos. Estou em estado indefinido por tempo indefinido.

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Medo ou escrúpulo

por mandarina, em 23.06.12

a maior parte das coisas que deixamos de fazer na vida (e que poderiam mudá-la para tão melhor) é por medo.


Eu gosto de pensar que me rejo sempre por aquela máxima "mais vale arrepender-me do que fiz do que pelo que deixei de fazer" mas nesta questão estou no maior impasse da minha vida, e sei que o mais provável é deixar passar a oportunidade de uma vez por todas, sem ter mexido uma palha. Agora a questão que me ponho é: fi-lo porquê, primeiro por medo, por ignorância, por escrúpulo ou falta de coragem e/ou medo de perder o controlo da situação.

 

Sei que me vou arrepender tanto de não ter pago para ver, de não ter enfrentado a parada, de não ter subido a fasquia, ou será que ela está alta demais até para mim. Sei bem que me vou amaldiçoar por isto, por não saber como teria sido, porque mesmo a rejeição seria melhor que a indefinição.

É pior que ver a areia esvair-se entre os dedos impotentes.

 

Será por escrúpulo, ou medo?

 

 

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Em estágio: regresso a casa

por mandarina, em 18.06.12

Entrei naquele período, uma espécie de período de estágio de regresso a casa, faltam sensivelmente 2 semanas e já nao consigo dormir nada de jeito, estou cansada que nem um cão, e daqui a 2 dias começam os exames. Cheira-me que vou chegar a Portugal tal e qual uma morta-viva. Mas o importante é chegar, já só quero ir, preciso urgentemente sair daqui, e se possível nunca mais cá voltar a pôr os pés. Mas isso fica para outro post.

 

Previsões para os próximos dias: oscilações de humor, de muito feliz a muito triste em 2 segundos, noitas porcamente mal dormidas, muitos sonhos e pesadelos, muito aperto de estômago, muita insónia, muitos receios, muita ansiedade, muita falta de apetite e dores de cabeça em dose q.b, muita ginástica mental e nervoso miudinho.

 

Já me conheço, estas fases mexem mais comigo que 3 TPM's simultâneos (caso isso fosse possível) normalmente um já dá cabo de uma pessoa. Ou seja, estou feita uma mulher à beira de um ataque de nervos!

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:(

por mandarina, em 15.06.12

Sabes quando tens a certeza que encontraste o homem da tua vida, aquele que te faz levantar os pés do chão em 2 segundos, que te troca as voltas enigmaticamente, aquele que te olha fundo nos olhos e te reconhece dele, aquele que te faz sentir borboletas no estômago e te deixa num rebuliço bom, te faz sentir feliz sem motivo aparente, consegue exercer um poder que desconhecias possível alguém exercer sobre ti, como um íman que não desprende, um magnetismo que desconhecias existir no universo, um burburinho que cresce e vira uma agitação tremenda dentro do peito, que de tão boa se torna assustadora mas que, ainda assim, te deixa irresistivelmente rendida ao feitiço. E a química que julgavas improvável, que imaginavas ser coisa da imaginação, o pensamento preenchido a todo o momento, o desejo ardente e ensandecedor, e a vontade de consumir o fogo que nos arde cá dentro, que vem do nada sem explicação, e que te consome indiferente ao teu medo, atracção e repúdio por essa força transcendente que julgavas não existir. E tu não percebes, há situações que vão mesmo para além da compreensão. São só pura e verdadeiramente transcendentes.

...

 

Sabes? Pois eu não. E queria muito saber.

Fica para quando o universo decida ser benevolente comigo.

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momento Eureka

por mandarina, em 13.06.12

O problema é estar à espera que alguém me venha salvar em vez de ser eu própria a fazer por mim e salvar-me a mim própria.

 

Tá na cara que se queremos que as coisas aconteçam temos de nos fazer a elas. O que essencialmente falta é coragem, isso e capacidade de encaixe para aceitar que nem sempre as coisas acontecerão como nós esperamos que elas aconteçam.

 

A biografia da Chanel anda mesmo a inspirar-me, também o que pode ser mais inspirador do que uma mulher com determinação, audácia e atrevimento.

 

Queres, faz-te a isso. Sem medo, e seja o que Deus quiser.

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bofetada

por mandarina, em 07.06.12

Há dias que não sabes porquê mas que te sentes noutra dimensão. Numa dimensão exterior à tua. Hoje foi um dia desses, parece que levei uma bofetada tão forte que me fez sair da minha própria órbita e me faz cair em mim e passar em revista a minha própria vida. Tudo começou pelo sonho que tive durante a noite passada, sonhei com tudo o que aconteceu quase de forma idêntica ao que tinha acabado de viver. Numa espécie de análise imparcial e externa a mim própria. Algo muito estranho. Sonhar com as horas que vivi antes é coisa que não creio alguma vez ter vivenciado. Depois ia no autocarro para o jardim-escola e tive uma experiência como que metafísica em que me perguntava muito admirada o que fazia ali, e os minutos pareciam arrastar-se, como se o tempo normal da viagem tivesse, como que de súbito, quadruplicado. E, de repente, dou-me conta que estou na China, que vivo aqui há quase um ano e meio, e não sei bem porquê, nem sei bem porque vou continuar a viver. Não é uma questão de gostar ou não, é uma questão de porquê, que sentido tem, que sentido faz. É uma jornada temporária ou é a minha vida real e futura? Dias estranhos estes que nos passamos em revista, que nos interrogamos, que nos transcendemos, que nos escoltamos nos sonhos, medos, temores, esperanças, expectativas. E eu que peço tão pouco (ou será demais se calhar) somente uma vida simples, não tenho aspiração alguma de ter um trabalho por aí além, nem de enriquecer, e muito menos viver um conto de fadas, ou ter mais sorte que a que considero ter já. A minha maior ambição é ser feliz, uma vida simples, despreocupada q.b e banal, mas para isso preciso de me achar, de encontrar o meu lugar neste emaranhado de fios que parecem não ligar a minha vida a lado nenhum de forma a imprimir-lhe um sentido único e lógico.

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Intemporal

por mandarina, em 01.06.12
Porque hoje não tiro o cú do quarto com dores de rins e cabeça que só me fazem querer uivar. As mulheres sofrem. E como estou entediada de morte, com filmes, livros, blogs, etc... decidi divertir-me a ouvir e ver performances intemporais:

 

Olhem se este da Donna Summer "Last Dance" de 1979 não é um mimo daqueles.

 

 

 
 

 

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Não tem problema não

por mandarina, em 30.05.12

Há uma música que não esta que diz "não tem mal sentir medo todos sentimos em algum momento da vida".

Hoje tenho os meus medos, mas é como o Caetano canta "amanhã será um novo dia, certamente eu vou ser mais feliz".

Hoje é só medo de ir para a cama e ter pesadelos, não tou com paciência para esses sacanas. E tenho a sensação que d'ontem para hoje dormi 24 horas! Mas já chega por hoje também...

 

O Caetano (en)canta-me:

 

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