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deito-me com Murakami

por mandarina, em 20.05.12

Estou simplesmente a adorar ler Murakami, tem uma escrita que nos seduz desde o princípio ao fim, e queremos sempre ler mais, mergulhar na leitura por inteiro. Há um especial toque lúgubre na sua escrita, as personagens são misteriosas e melancólicas todo o tempo. Como se perpetuasse um estado de nostalgia constante, um certo abismo que as atraí e retraí e que faz o leitor identificar-se com os vários estados de alma, quase sempre muito sombrios, quase imersos numa constante treva, dos personagens.

 

Gosto, aliás adoro, autores melancólicos. Ao bom estilo trágico e impreterível.

 

A morte existe, não como o oposto mas como parte da vida. A morte existe e nós continuamos a viver e a respirá-la a plenos pulmões como poeira fina. Até esse dia, eu tinha percebido a morte como algo inteiramente alienado e independente da vida. A mão da morte está pronta a  tomar-nos, havia sentido, mas até aquele dia nunca nos havia tocado, deixava-nos em paz. Isto parecia-me simples assim, lógico. A vida está aqui, a morte ali. Eu estou aqui, e não ali.

Contudo, na noite em que Kizuki morreu, perdi a capacidade de ver a morte (e vida) de maneira tão simples. A morte não era o oposto da vida. Já estava aqui, com o meu ser, tinha estado sempre aqui, e nenhuma luta me permitiria, algum dia, vir a esquecê-lo.

(tradução minha)

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leitura em dia

por mandarina, em 16.05.12

Ando a tentar pôr as leituras em dia. Acabei ontem de ler A Festa do Chibo de Mario Vargas Llosa e confesso que demorei mais do que o esperado, mas também porque só consigo embrenhar-me verdadeiramente de corpo e alma na leitura quando tenho todo o tempo do mundo, o que por ora não é o caso. Só vos digo que este senhor mereceu, e bem merecido, o Nobel da Literatura. Acho que, sendo livros totalmente diferentes, este comparado com as Travessuras da Menina Má, com uma estória que retrata a ditura trujillista, na República Dominicana, consegue ser ainda mais pungente.

 

Agora ando a ler este, Norwegian Wood de Haruki Murakami, em inglês infelizmente, prefiro ler em português, isto porque acho que quando leio em português consigo absorver até ao mais ínfimo pormenor, mas bom, fica este excerto que me diz muito porque, most of the time, também escrevo com este propósito:

Which is why I am writing this book. To think. To understand. It just happens to be the way I'm made. I have to write things down to feel I fully comprehend them.

{Deixo-vos a música dos Beatles que inspirou o título do livro }

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Bom Vibe

por mandarina, em 08.05.12

Nem vos sei explicar porque gosto desta música, é bem diferente do que costumo ouvir, que admito não ser grande fã de música electrónica e este grupo inclui-se no género electrónica pop. Mas esta, em especial, gosto muito, talvez por isso mesmo, ser algo novo e refrescante.

Para os fãs desta banda sueca ou deste género musical, electrónica pop, a novidade é que o novo álbum da banda, Instinct, será lançado a 14 de Maio e vale a pena ouvir.

Esta faz parte do novo álbum:

Oh, if tomorrow comes
I wanna waste my love on, on you like the pearl merchant
I’m ready to learn what it tastes to burn
I’m gonna let you show me what it means to breathe fire

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Cinema em grande

por mandarina, em 30.04.12

Este excelente filme, A última Estação de Michael Hoffman, que vi ontem e me emocionou (também não é preciso muito para isso) basea-se na vida de Tolstói, marido e escritor, ensina-nos que há pouca coisa no mundo mais forte do que um verdadeiro amor, indestrutível na base, inabalável perante a diferença de ideais, só impotente perante a morte. Nunca li Liev Tolstói e não sei nada além de que foi considerado um dos maiores mestres da literatura russa do século XIX, um ser iluminado segundo os seus seguidores, e responsável pela defesa de valores pacifistas.

Mas porque para disfrutar deste filme não é preciso saber mais do que o essencial uma vez que este filme foca-se nos últimos anos da sua vida como um homem que procurava lutar pelos seus ideais, mesmo que isso significasse lutar até contra o amor da sua vida, a sua esposa Sophia. Ao fim e ao cabo, é a história do homem que inspira todos à sua volta com a sua visão utópica por um mundo melhor e na vivência de um amor sobre-humano, que se vê preso nas redes dele o que o consumiria e o levaria a temer pela realização dos seus ideais, sendo mesmo obrigado a abandonar a sua vida, casa e família em busca da vida simples que tanto apregoava como a única ideal em vida.

O filme está muito bem conseguido, Christopher Plummer, o actor que dá vida a Tolstói consegue transmitir genialmente os demónios interiores de Tolstói e Helen Mirren no papel de Sophia está soberba.

Além disso, o filme é um elogio ao amor incondicional entre Tolstói e Sophia que, apesar de todas as tempestades que enfrenta, sendo a maior o choque de ideais não partilhados, é o único que mesmo, sem sentido racional e lógica, só se vê derrotado pela morte.

 

Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo.
Liev Tolstói

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Sonoridades tardias

por mandarina, em 25.04.12
Porque já há muito tempo não partilho música da boa e esta cantora é um excelente exemplo disso aqui vai mais uma excelente música de uma ainda melhor artista ao vivo que em CD, Ingrid Michaelson, que além de ser linda e de cantar espectacularmente bem, é completamente viciante ao ouvido pelo seu estilo único e descontraído. Já para não falar que ela interpreta os melhores covers de todos os tempos, dentro do género, claro!

Se os anjos tivessem voz deviam assemelhar-se a:


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7 arte ♣ VII

por mandarina, em 14.04.12

Numa palavra: M A G N I F I Q U E  - banda sonora idem

É imperativo ver este filme:

 

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blow me away

por mandarina, em 10.04.12

Tou completa e oficialmente rendida a esta nova descoberta musical deste excelente músico britânico, Alex Clare, que me deixou muito curiosa após este cover. Fui indagar sobre ele e descobri isto. O debut album deste achado intitula-se de The Lateness Of The Hour e todas as músicas que ouvi até agora não são boas, são para lá de excelentes.  O inglês tem surpreendido com sua musicalidade tão plural e voz potente, em interpretações que sabem aproveitar a herança dos maiores nomes do funk, pop e soul de sua terra natal.

Estou in love, é que nem sei qual escolha porque gosto de várias, viciei nele:

 

Esta é mais que certo vai-me acompanhar nas minhas corridas!!!

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sonoridades de fds ♣2

por mandarina, em 08.04.12

É caso para dizer "damn your voice". Descobri esta, onde habitualmente costumo descobrir muito boa música, no  fantanbulástico website que é o do Cool Hunter.

O original é da Etta James, mas este cover é muito bom, é tão suave e envolvente, estou completely under his spell, e é caso para dizer, com sonoridades destas já nem importa ser domingo à noite. Só tenho pena durar uns parcos 2:28 minutos, mas é como se costuma dizer, o que é bom dura pouco.

Boa semana é o que vos desejo ao som de Alex Clare.

You came deliberately deceiving me
Makin' me see what I wanna see

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7 arte ♣ VI

por mandarina, em 08.04.12

E para fechar o ciclo de cinema mais um óptimo filme, não sendo este blog um blog de críticas cinematográficas que jeitinho pra isso é pouco ou nenhum, só gosto mesmo de partilhar as minhas humildes opiniões sobre os bons filmes que tenho tido a oportunidade de ver. E porque recomendar bons filmes, se é que já não os viram todos, nunca é demas, aqui vai mais um:

 

 Para quem não viu ainda, ide ver. O melhor filme de advogados, justiça e poder que vi (quase que arrisco dizer) até hoje. O tipo de filmes perfeito para meninas e meninos. Os meninos ficam todos contentes com as tramóias que pra ali sucedem, as meninas também, mas com a agradável agravante deste filme contar com um dos melhores eye candies de Holliwood; McConaughey, que além de estar (e ser) uma perdição de homem, está completamente irresistível na pele deste advogado do diabo. Vá meninos não desesperem, a Marisa Tomei também está linda de morrer. Já o Ryan Phillippe que actor fraquinho, fraquinho...

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7 arte ♣ V

por mandarina, em 07.04.12

Ontem foi noite de ver "Invictus", de Clint Eastwood. Quando este filme saiu em 2010 fiquei um pouco céptica porque pensei ser um filme sobre rugby, pelo menos do que me lembro do trailer foi o que me pareceu na altura. Ontem decidi vê-lo até porque Clint Eastwood é um génio como realizador e até hoje nunca me desiludiu.

O filme é absolutamente inspirador. Morgan Freeman no papel de Nelson Mandela está de topo. O Matt Damon também está de se lhe tirar o chapéu (uma vez mais). Não é um filme sobre rugby, é um filme sobre como a determinação de um homem e a fé inabalável no seu povo conseguiu inspirar uma equipa e uma nação a encaminhar-se ao sucesso no conturbado e tenso período pós apartheid.

 

 

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