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Dramático

por mandarina, em 12.11.12

Emigrar é para muitos a única solução quando o país em que crescemos, em que nos educámos, onde temos as nossas raízes está simplesmente a mãos com uma crise sem fim à vista.

Dramático não é ter de sair, é antes saber que muito dificilmente se poderá voltar um dia mais tarde!

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Apanhada de surpresa

por mandarina, em 11.11.12

Mas desta vez pela positiva, com um simpatiquíssimo convite dos alunos finalistas do 3.º ano que fizeram um almoço de despedida tendo convidado as professoras de português e eu, que não tendo sido professora deles estranhei o convite mas aceitei com muita satisfação. Conhecia alguns deles.

Para eles começa agora, nesta recta final do curso, um grande desafio, encontrar trabalho onde possam usar português para verem o investimento dos quase 3 anos de curso finalmente a dar frutos. Alguns partem na próxima semana para Angola, onde já arranjaram trabalho, os outros vão ficar à espera de oportunidade, normalmente encontrarão algo por Angola, parece ser o país que mais precisa de chineses que falem português, o Brasil também seria uma boa aposta mas é mais díficil estabelecer contactos profissionais.

 

Fizemos muitos brindes, ganbei inclusive (ganbei quer dizer beber tudo até ao fim), esperemos que seja o início de uma boa vida para eles, certamente espera-lhes muito trabalho pela frente e (chatices também), e principalmente muito amadurecimento pessoal, vão de lá sair homens e mulheres feitas. Assim como a China fez comigo desde o tempo de tropa que já levo, vai fazer dois anos em Janeiro.

 

Outra boa surpresa do fim-de-semana

Ter a minha boss a telefonar-me para me pedir conselhos, primeiro sobre uma possível nova estratégia para o jardim-escola, diz que como já trabalhei noutro jardim-escola consigo dar-lhe boas orientações para este. I guess so... Gostei de ter a boss à espera que eu lhe indicasse o caminho do sucesso. Isto ontem.

Hoje telefona-me outra vez, e eu a pensar "que raio quererá perguntar agora?", outra vez algo que me surpreendeu, se recomendava o trabalho da nova assistente, se achava que ela tinha experiência a ensinar e com as crianças, se gostava de trabalhar com ela e se era competente. Fui o mais sincera possível e disse só muito bem da moça, tudo verdade, que além de ser genuinamente simpática comigo, nada graxista ou chata, é amorosa com as crianças e ajuda-me imenso a estimulá-las e a prender-lhes a atenção. Disse estar bastante satisfeita com ela. Fossem todas assim -.-

Bem giro ter a boss a confiar em mim para recomendar novas estratégias e assistentes para o kindergarten. Sempre me encheu um pouco (ainda que modestamente) o ego profissional.

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FDS o tanas

por mandarina, em 12.10.12

Ah acabou-se a boa vida, digamos que voltar a casa numa sexta-feira à tarde, depois de 6 horas de aulas quase sempre a falar, e ainda ter que preparar a aulas dos pequenos para amanhã de manhã é algo que não me dá o maior dos prazeres, mas alguém o tem de fazer, e eu não posso começar já a queixar-me senão estou mal. Tive a ouvir as canções para amanhã "hello song" e "goodbye song" e estava a pensar para com os meus botões que o que mais detesto nisto de ensinar putos é, sem dúvida, cantar estas tretas, detesto mesmo. Prefiro birras, prefiro gritos, prefiro correrias pela sala, mas cantar, ou melhor, eu a cantar é mesmo odioso. E quando os putos não se mostram receptivos a cantar comigo, bom aí então ainda é pior, faço a festa, atiro os foguetes e tenho de apanhar as canas sozinha. (ou com a assistente o que, por vezes, ainda torna a cena mais deprimente).

 

O que eu mais gosto é divertir-me com os putos, pô-los a fazer jogos, a repetir as coisas, a adivinhar as palavras. Isso sim é giro, é divertido e dinâmico, agora cantar e ainda ter de gesticular ao mesmo tempo é somente pateta.

 

Só de pensar que amanhã tenho de levantar o rabinho da cama lá pelas 8h da manhã até me dá uma coisinha má. Só o faço porque pagam muito bem, porque nem todo o amor do mundo por ensinar as criancinhas me faria sair da cama num sábado de manhã tão cedo.

É que, diga-se de passagem, que assim uma pessoa, além de ficar sem fim-de-semana, ainda tem de ser super responsável, e não sair até tarde nem ir para os copos, que é a única coisa que apetece fazer à sexta à noite.

Ainda assim, continuarei a sair, e a beber umas bejecas, mas bom, com muita moderação, muitíssima. Os copos e as horas.

 

Daqui por 2 semanas das duas uma: ou já vou ter entrado nesta rotina, ou então vou estar a amaldiçoar-me por ter comprometido o meu sagrado sono de sábado e domingo de manhã ainda que ganhar 20€ numa hora seja um grande aliciante que justifica em certa medida a falta de sono.

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Generalizações das minhas

por mandarina, em 18.09.12

Não passam mesmo só disto, e tanto podem ser só um ponto de vista, o meu vá.

Nunca conheci povo mais barulhento na vida que os chineses, eles gritam, eles berram, eles gesticulam, das 6h da matina à meia-noite. Elas então, autênticas galinhas, talvez não ajude viver num bairro de estudantes, só gajedo. Residências universitáriasfemininas entenda-se. Depois também há aquelas que mal se ouvem de tão baixo que falam.

 

Os chineses, os que esbanjam dinheiro, têm gostos muito excêntricos que incluem coisas estranhas como convidar um grupo de estrangeiros para jantar fora e ainda lhes pagar (e bem) por isso no final. E para optimizar o cenário ainda resta dizer, que o senhor (podre de rico certamente) mas igualmente ignorante no que a línguas estrangeiras diz respeito não sabia sequer o suficiente para manter uma conversa. Já tinha ouvido muita coisa, desde participações fantoches de estrangeiros em eventos de marcas, feiras e outros eventos para promover a suposta imagem e popularidade das marcas e/ou eventos, agora um chinês pagar para jantar com estrangeiros foi novidade para mim.

Um dia conto mais destas peripécias a que muitos estrangeiros se prestam (nada contra) para fazer uns bons trocos e ainda gozar com tamanhas excentricidades chinesas.

O dinheiro paga mesmo (quase) tudo.

 

Higiene, oi??quê? desconhece-se essa palavra na maior parte da China, lixo everywhere, lixeiras a céu aberto inclusive em bairros residenciais, lixo a arder nas ruas, lixo a abarrotar em tudo o que é canto. Nem sequer vou falar de higiene alimentar, noção ainda mais desconhecida em terras chinesas, mas a verdade é que já estive mais longe de me tornar vegetariana, primeiro deixei de comer carne de vaca (sabia-me mal), depois carne de porco e agora é a carne de galinha que tem causado nojo. Eu, uma carnívora confessa, a ponderar tornar-me vegetariana, peixe também, a não ser do rio, não abunda por estas bandas. Caso para admitir que o cenário é grave.

 

E quem gostar de comida chinesa tipo noddles, muito cuidado com (não comer) coisas instantâneas, tipo noddles, sopas, carne embalada, comida embalada e artificial no geral, aquilo faz mal e mata, a quantidade de químicos que aquilo leva é coisa para dar cabo do sistema digestivo de qualquer um. Em Portugal também para quem não sabe (ex.: massas e sopas instantâneas, entre outras porcarias do género).

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Jornalismo positivo

por mandarina, em 15.08.12

O mau feitio da manhã que se seguiu à hora de almoço e tarde, hoje tenho o desconto de "estar" doente, passou-me.

Vi este filme La Fée, e julgo que quem o escreveu estava com uma moca tão grande para ter escrito aquele guião e cenas tresloucadas. Pelo menos tem a capacidade de deixar as pessoas leves, a quem precisar de descomprimir, recomendo.

 

 

Depois seguiu-se o telejornal o que poderia irreversivelmente ter influenciado a minha recém adquirida boa disposição.

Há crise, ponto, já estamos todos fartinhos de saber disso, mas falar nela dia sim dia sim, é meio caminho andado para entrarmos todos em paranóia, mesmo aqueles que ainda não estão. E já agora fazer um jornalismo mais positivo sobre este país para as pessoas que agradeceriam certamente menos politiquice e, especialmente, mais sinais de esperança e alento para olhar em frente, apesar da dita cuja, a crise, que promete não vai zarpar daqui para fora tão depressa.

 

É que todos os dias estes e outros discursos como estes aborrecem

 

E o desemprego atinge valores record

E o desemprego continuará a aumentar

E a política do governo actual é a culpada do estado do país

E a Europa há beira da recessão

E o IVA a aumentar, e o PIB em constante queda

E...e...e... já todos sabemos disto tudo.

E assim só se desmoraliza ainda mais um país que já atingiu há muito a linha vermelha da desmoralização.

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...

por mandarina, em 14.08.12

A julgar pelo calendário, falta para aí uma semana e qualquer coisa para completar um quarto de século e dizem que isso dá direito a neuroses das grandes, não sei elas que venham, como já são minhas habitués não me arrelia nem me amedrontam tais previsões.

 

Para esse dia só desejo uma coisa, esqueçam os presentes (não desfazendo dos que já recebi, obrigadinha), esqueçam as felicitações (passo bem sem elas, aliás felicitações dadas às custas do aviso do facemerdas contam pouco ou nada, é que eu sei quem se lembra da data de cor, e o resto não me enche a barriga nem o ego, esqueçam lá isso, e se fosse possível também fazer com que os meus familiares esquecessem o meu aniversário ficava agradecida que almoços que tem por norma celebrar algo que passo bem sem celebrar também dispensava bem, mas celebro por respeito, não à data, mais a quem faz questão de celebrar, por mim ou comigo, sei lá.

 

Estava cá a imaginar que acabar a noite numa praia qualquer e de preferência já ébria, e já agora também, bem acompanhada, a contemplar às tantas da madrugada o mar agitado e sentir a areia fria nos pés descalços é cenário digno de uma celebração à maneira para o tal quarto de século de vida. Quem sabe? 

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A Joss explica

por mandarina, em 24.07.12
 

It's too late to change your mind
You let loss, be your guide...

Too late, it's too late baby
To go change and your mind now, too late

It's too late to change your mind

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Ligeira diferença

por mandarina, em 21.07.12

Que há entre estar solteira e estar disponível. São coisas diferentes ainda que, para muita boa gente queira dizer exactamente o mesmo.

É que estar solteira não implica necessariamente estar disponível. Pelo menos não para quem não se quer estar. Ou quando não se quer estar.

Simples assim, não?

 

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China, império em risco?

por mandarina, em 15.07.12

Esta semana foi imensamente noticiado o abrandamento do crescimento económico chinês, que é algo que assusta um mundo que está fortemente dependente desta enorme economia, a segunda maior a nível mundial, e visto que a americana não está de muito boa saúde, uma China a mãos com uma crise económica significaria uma recessão sem precedentes a nível mundial.

 

Se, por um lado, peritos económicos dizem que, apesar das quebras nas exportações chinesas para a Europa e América, e a desaceleração do investimento estrangeiro no mercado chinês compromete de maneira irreversível esta economia, a solução, defendem os especialistas, passa pelo aumento do consumo a nível interno. Os consumidores chineses com um poder de compra cada vez maior, a par de um acréscimo sentimento nacionalista serão os maiores agentes na resolução deste impasse económico da sua própria economia.

 

A certeza da procura do mercado interno é uma aposta forte do governo chinês que vê agora os seus consumidores como os principais agentes na sustentação do seu modelo económico e consequente crescimento económico. Mas será o mercado interno suficientemente grande para absorver a maciça produção nacional? Eu diria que é, mas talvez não seja. Só o tempo o dirá. Se o presente não assusta ainda este mercado gigante, os maiores desafios sentir-se-ão a longo prazo com as multinacionais, principalmente as americanas, a repensarem a sua posição e continuidade num mercado que não garante uma continuidade lucrativa destas empresas em solo chinês. 

 

Este artigo da Forbes explica a conjectura. 

Sucintamente refere que as multinacionais que, em massa investiram na China no passado, e que, a nível geral, estão satisfeitas com os resultados alcançados até ao presente momento, vêem o seu futuro ameaçado e, por isso, ponderam mesmo mover-se da China para outros lociais que lhes ofereçam aquilo que a China não está disposta a dar-lhes: facilidade de acesso ao mercado; protecção a nível da propriedade intelectual e leis que protejam as empresas contra uma concorrência chinesa feroz que se adivinha tudo menos suave nos próximos anos; entre outros.

 

Será que estamos prestes a ver uma China colapsar antes mesmo de surpassar a economia americana? Se assim for, o mundo económico estará comprometido e significará o agravamento de uma crise que está já a deixar a Europa de rastos, e o contágio a uma escala mundial será, portanto, inevitável.

Esperemos que o Reino do Meio se aguente e surpreenda com uma reviravolta que só eles têm a capacidade de encabeçar.

 

O artigo na íntegra aqui.

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Das super verdades

por mandarina, em 09.07.12

"e que as mulheres fortes e duras também podem ser frágeis e vulneráveis", Katherine Heigl

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