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Quando não é não

por mandarina, em 13.06.12

Detesto ter de ir às últimas consequências e ameaçar os outros seja pelo que for, como for, agora quando não sabem aceitar um não, que foi o que fiz simpaticamente na primeira ocasião que me importunaram, vou ao limite para me proteger e me livrar de gente inconveniente.

 

É uma pena ter de ser da pior forma, mas sinceramente aprendi que simpatia com certo tipo de indivíduos não leva a lado nenhum, nem passa a mensagem principal. Gente que gosta de fazer ou ter as coisas à bruta só acabam por percebem mesmo à bruta.

 

Para a próxima em vez de ameaçar, levo a ameaça a cabo, que não tenho pachorra para abusos de confiança, aliás coisa que nunca dou a desconhecidos, como não admito que me incomodem ou destabilizem como bem querem.

E também não volto a ser simpática nem a defender-me com, uma mentirinha que todas as mulheres tem por hábito usar e que normalmente funciona, "tenho namorado" quando hoje em dia, ao que parece, o ter ou não ter namorado é igual ao litro, a não ser que o namorado se chegue à frente e dê uns bons socos no sujeito. A isto chamo mais do que falta de respeito, falta de noção. Não sei lá no país deles, mas no meu, este tipo de comportamento é coisa de selvagens que não pedem licença e tomam as mulheres à bruta. Lá está, racista ou não, felizmente não estou no país de tais criaturas. E muito menos preciso de um homem/namorado para me defender. Era só o que me faltava.

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Furibunda

por mandarina, em 08.06.12

Se há coisa para me deixar furibunda da vida isso é darem-me cabo do sono, que nos dias que correm não é tanto quanto isso, ou tanto quanto preciso ou desejaria, por isso, eu que até sou uma pessoa extremamente pacífica fico possuída quando certos f*lh*s duma grandessíssima p*ta (desculpem mas não encontro termo mais apropriado) se julgam no direito de perturbar o meu sono às tantas da madrugada.

 

Não sei se é caso de polícia, mas lá perto. Lá está sou uma pessoa muito pacífica mas era ter um bastão à mão naquela hora.

Com duas coisas não se brinca, com o meu sono e a minha paz. Tenho-o dito.

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Princess Vs Queen

por mandarina, em 24.05.12

Hoje tive uma aula um tanto ou quanto diferente no jardim escola, isto porque cheguei bem cedo e o boss chegou atrasado, e ainda me pergunta se lhe enviei algo, pois tá claro que sim, só o material para a aula claro, ao que ele diz "vai começando a aula", sem nada difícil mas eu já ando a aprender a fazer magia e lá fui enquanto ele ficou de imprimir as fichas. 2 minutos depois vem-me comunicar que não há net, logo não há fichas. Olha que bom. Assim é que eu gosto. Vamos de inventar então. Ainda para mais a directora inventa de querer assistir à minha aula. Pois perfecto, foi escolher logo a melhor ocasião, mas como eu sou boa é a inventar, aliás não sei fazer muito mais que isso, pôs-me a inventar e pôs os putos a rever a matéria, a aprender a dor de cabeça das novas palavras que até eu desconhecia e depois toca a orientar a trupe e pô-los a mexer. Jogos, e mais jogos, o que os putos adoram e eu farto-me de rir, logo adoramos ambos. Eu rio-me, eles divertem-se, eu também acabo divertida e mais leve. Pior é o dia em que os putos sairão de lá com o nariz partido, e que esse dia não me suceda senão fico em maus lençóis, eu peço sempre calma mas os putos já se sabe, é tudo à bruta.

 

Mas o problema hoje foi outro, uma das crianças que dá pelo nome de Happy hoje estava tudo menos happy e não queria participar e fez birra. Deixei-a em paz a fazer birra. Após a aula comentei com o boss que hoje ela estava com mau feitio. Diz-me o boss, ao fim deste tempo todo, que a pita é filha da directora do jardim-escola e que se sente, sim a pita de 4 anos, com um estatuto superior às outras, por ter esta situação especial/privilegiada. Pois, só podia. Mas eu pergunto-me como é que uma criança de 4 anos já tem este ar de superioridade todo. Como se sente mais que os outros, e pensa que pode fazer e desfazer como quiser nas aulas. Volto a repetir, uma pita de 4 anos, uma criança que deixou as fraldas há pouco tempo, uma mini-pessoa, uma futura dor de cabeça, uma estragada de mimos até à última ponta dos seus cabelos. Mas como?

 

Uma vergonha, um ultraje até, já é mau os adultos terem esta postura, agora incutirem isso nas suas crias é algo que me ultrapassa.

E realmente eu sempre torci o nariz à garota, agora sei a causa. Caramba e assim se estraga uma futura pessoa. Logo aos 4 anos. Porque se ela já quase se comporta de forma quase intragável em algumas situações e ainda é uma ervilha, imagine-se quando crescer. Livrai-nos do mal senhor. (Lol)

 

Só lamento a sorte dela, é que a petite princesse tenha de levar comigo como professora que se está a marimbar para a situação especial dela. Para mim complexo de superioridade é igual a 0, não me aquece nem me arrefece. Levará o mesmo tratamento, como até aqui, que os outros, será chamada a atenção como os outros, será ignorada se fizer birra como hoje, ao nível dos outros, tratada igual e não como a princesa que pensa que é.

 

Porra é uma criança, uma mini-pessoa, isso é que me revolta, que fé nos adultos com nariz empinado já perdi foi há muito, agora crianças corrompidas e que perderam o maior bem enquanto pessoas tão cedo, a característica porque todos nos haveríamos de pautar a vida toda desde o berço seja lá de que berço venhamos: humildade.

 

É caso para dizer, a princesa que se acostume que quem manda naquele circo é aqui a rainha. E logo hoje que aprenderam a dizer queen, que apropriado. Watchout, little princess, the queen is in da house!*

 

* é uma brincadeira que é claro que eu não vou armar guerra contra a pirralha, só ensiná-la que privilégio é preciso fazer por merecê-lo!

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morosidade

por mandarina, em 09.05.12

Para explicar uma coisa a estas cabecinhas de cepo dos chineses (sim, teimosia é com eles) cansa, cansa tanto e leva tanto tempo que até que uma coisa se resolva corremos o risco de morrer de tédio. Se bem que para me vencerem por cansaço vão ter de se esforçar mais. Não acho normal, apesar de saber que isto é um país pró-colectivo e não pró-individual que não entendam as razões de uma pessoa.

Problema é, o meu quarto tem problemas de infiltração de água. E para resolver terão de partir paredes enfim, uma trabalheira e sujeira, como tal querem mudar-me de quarto. Mas visto que falta um mês e meio para sair daqui disse para remediarem por agora a situação que eu não estou disposta a todo o inconvenientes da mudança. 

 

Não entendem, e querem obrigar-me a fazer algo ao qual me oponho terminantemente, mudar tudo, de espaço, as minhas coisas, ir para um quarto super sujo e estranho por um mês. Enfim, são cabeças ocas e lerdas que não vêem onde está o problema. O problema deles, dos chineses, é pensarem que as pessoas não tem vontade, e que temos de acatar a merda das decisões deles só porque sim, só porque eles mandam. Vão mandar no ...

 

A ver o que saí daqui.

Eu baterei pé até ao fim, porque não sou chinesa para ser tratada como tal, infelizmente para eles, eu tenho feitio e querer. Nem muito menos sou um fantoche à disposição dos desmandos deles, é que nisto também tenho uma palavra a dizer, diz respeito mais a mim que a eles.

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É hoje

por mandarina, em 06.05.12

Até teria razões para estar contente, dia de sol + boa notícia e tal, mas os chineses (alguns) estão mesmo para me tirar do sério. E olhem quando não vai a bem vai a mal, detesto ameaçar incompetentes mas se só vai lá com ameaças não há volta a dar-lhe.

 

É por estas coisas e por outras que por causa de uns pagam outros. Detesto que me tentem enganar e fazer de estúpida, detesto e não deixo a coisa por aí. Não deixo mesmo.

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um espectáculo

por mandarina, em 09.04.12

E o que é um espectáculo, perguntam vocÊmesses? Ao que eu respondo, as pessoas. As pessoas são um espectáculo principalmente a rotular os outros, pega-se neste e põe-se no saco do tontinho, naquele no saco do ridículo, aquele para o saco do piroso, o outro mal-educado e sem maneiras, este se calhar no do grosseiro. Hum, e falar das vidas dos outros à hora de almoço é o que há de melhor! Pois, a meu ver, estavam bem era caladinhos que nem toda a gente quer ouvir as parvoíces que saem dessas cabeças e, muito menos, dessas bocas. Que, não sejamos naives, toda a gente fala das vidas alheias, mas se querem falar de quem não vos diz respeito que o façam discretamente e dentro dos limites do respectivo grupinho, que é tá claro, outro espectáculo.

Se pusessem os olhos neles próprios, isso sim é que era serviço. A mim faz-me um pouco de espécie como ridicularizam os outros, de mim se falam tanto se me faz, e o que dizem muito menos me interessa, se bem que eu devo tar no saco "desinteressante", visto que da minha vidinha pouco sabem, também era o que faltava andarem cá a meter o nariz.

Haja pachorra para gente que não tem mais que fazer que se rir à custa das vidas dos outros, feitios e manias, como se o exemplo morasse ali. Pois não mora, nem, pelo que vejo, alguma vez irá morar.

É, por estas e por outras, por não gostar deste tipo de merdinhas e conversinhas de caca que sou anti-social. Afinal as minhas razões são válidas. Assim fico muito mais descansada da vidinha ufa. (coisa que já andava, mas de dia para dia só me dão razões para ficar mais)

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inspira-expira-inspira

por mandarina, em 27.03.12

Hoje é dia, eu tinha cá para mim que ia ser uma semana dos infernos e confirma-se. Mas vá. Inspira-expira- inspira- expira.

Tenho noção que cada vez mais meço as minhas palavras, aliás cada vez melhor, à conta de tanto errar no alvo. Mas uma coisa é certa não me deixo pisar que se há coisa que eu não tenho é sangue de barata e lido muito mal com a injustiça, muito mal mesmo. Isso e narizes empinados. Que gente com mania que é mais importante que os outros é gente reles e, se a isso acrescentarmos essas pessoas terem como assumido o direito de pisar os calcanhares de quem bem entendem aí então é o deus nos acuda. Até posso sair a perder, mas não me calo quando é para defender a minha posição e se a razão  não estiver do meu lado, então que se expliquem muito bem até provar que tem mais razão que a minha própria razão.

E sinceramente, cada vez mais, penso, que se lixe, que se lixe gentinha que diz hoje uma coisa e amanhã se desdiz, que estabelece uma regra e depois inventa outra para trocar as voltas à pessoa, que hoje é amiguinho e amanhã é mais amiguinho do outro.

Sou muito pela coerência e bom-senso. Haja seriedade, e respeito, porque senão deste lado não vão encontrar uma pessoa paciente e muito menos fácil. E se querem saber, eu estou-me borrifando para gente que não honra a sua palavra. Estou mesmo e duma maneira que nem vos passa. É quanto basta para mandar tudo às urtigas.

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Intransigência chinesa parte II

por mandarina, em 23.03.12

Pois é, hoje tive mais um desentendimento com as incompetentes que trabalham na secretária/portaria da residência. E mais uma vez queriam fazer-me de parva, pois minhas amigas mas desta vez enganaram-se, quem ganhou a batalha fui eu. Da outra vez tive de engolir a seco, uma vez que o meu chinês de tão insuficiente não me ajudou na hora de provar tintim por tintim quem tinha razão. Desta vez ajudou e muito, que aqui quem não sabe ladrar em chinês é como quem não sabe falar. Sim, que elas só entendem cara feia e temos de ladrar na língua delas senão nada feito. Falar com elas em outra língua que não chinês é como falar para uma porta.

E uma vez mais o assunto foi despoletado por causa dos garrafões de água, tal como da outra vez, isto porque eu não tenho mais nenhum tipo de assunto com aquelas tipas mal-educadas, sempre sonolentas, antipáticas que dói (não com os gajos que lhes interessem) e incompetentes até dizer chega. Desta vez desforra. Ficamos assim empatadas a 1-1. Tenho cá para mim que aprender a ladrar em chinês ainda me vai fazer ganhar a guerra. 哈哈 haha

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F*ck you

por mandarina, em 10.03.12

Desculpem mas relativamente a certo tipo de pessoas e organismos que se dizem um espectáculo a fazer o seu trabalho meticulosamente e a facilitar a vida de uma pessoa só posso mesmo dizer "F*ck You". Parece que há gente que tem sempre muito gosto em complicar, em fazer de uma coisa sem importÂncia nenhuma o fim do mundo, um sem fim de formalismos ridículos que de nada têm de importante a não ser infernizar a vida de uma pessoa. Ridículos é o que são, uma falta de profissionalismo que mete dó aliada a uma incrível falta de entre-ajuda, falta de discernimento e pragmatismo.

 

E já paravam de me chamar Drª, não tenho nenhum doutoramento nem andei a estudar medicina. Somos todos um grande de país de Doutores da treta. País de fachadas, do vamos todos fazer de conta que sou o que não sou. Eu não pretendo ser Drª, nem tampouco me contento com um Não só porque sim. Vão ter de me ouvir, sempre com muita educação, o que nem sempre é fácil com gente que tem como passatempo dificultar a vida de uma pessoa e ser de intolerÂncia que mete nervos.

 

É por estas e por outras que o país não avança com gente que se preocupa com detalhes e always miss the big picture. Coisa para me provocar ataques de urticária agravada.

 

The only thing that saves us from the bureaucracy is its inefficiency.

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Enxaqueca

por mandarina, em 05.03.12

Costumo pensar que bela vidinha levo, tão despreocupada, tão leve, tão simples, tão relaxada. Que ter por obrigação ir às aulas das 8h ao 12h não é coisa que me dê cabo da mioleira, custa levantar todos os dias às 7h mas acho que custa o mesmo que levantar-me todos os dias às 8h ou às 9h. As manhãs são algo de sagrado para mim, apesar de ter noção que o dia começado cedinho rende muito mais, mas eu sou mais da noite, gosto de me esticar sempre mais um bocadinho à noite. E, depois não funciona porque eu também sei que com menos de 8 horas de sono não faço nada em condições. Portanto. Posto isto tudo bem. 8 horas. ou 7 vá. Mas à custa de chatices e coisas que me perturbam seriamente não tenho dormido bem. Não tenho quase dormido sem sobressaltos. E isto assim não rende à custa de tanta enxaqueca que sinto. E sono acumulado. E não ver o sol há quase uma semana não ajuda, ainda que goste de chuva de vez em quando.

 

Adiante, dizia eu, levo uma vida tão sossegada, sem encargos por aí além, sem obrigações, sem fardos, não dependo absolutamente de ninguém a não ser de mim, não tenho de reportar a ninguém, é como uma colega disse no outro dia "suibian xuexi, suibian shangke, suibian he, suibian chi, suibian zou, suibian shuijiao, suibian gongzuo"  - isto trocado por miúdos significa algo como estudar, ir às aulas, beber, comer, ir, dormir, trabalhar à minha vontade e prejuízo... E não o diria melhor, é mesmo!

 

Pior quando fora esta vida tão pacífica sabes que há pessoas que tu amas e que estão a passar maus bocados e tu simplesmente te sentes uma inútil de mãos amarradas por não poder fazer absolutamente nada. E é uma merda, é uma nuvem negra que gostava de poder fazer dissipar e não sei como. Porque às vezes tenho a noção de ser mais forte, forte o suficiente para defender de gente baixa as pessoas que amo, mas vai-se a ver não sou, sou tão impotente como qualquer outra pessoa. E aqui fico com o meu nó na garganta e muita raiva contida que não me vale de nada a não ser para escrever este post, porque ajudar os meus não está ao meu alcance neste momento. Só posso desejar que a nuvem que se abateu sobre as suas cabeças se dissipe rápido e que as coisas melhorem, que eu estarei aqui a torcer para que a vida não seja tão madrasta para as pessoas que tem o coração bom e tão indulgente para aquelas que têm o coração inundado de ódio.

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