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Até aposto

por mandarina, em 23.05.12

Hoje esbarrei-me com o namorado, quase sempre desaparecido do mapa, da minha ex-colega de turma, aquela com quem me dava no primeiro semestre e que, inclusive me deixou estes livros em inglês segundo ela os preferidos dela como prenda, antes de retornar à vida real, à Estónia portanto e à universidade. Foi um encontro algo estranho, constrangedor até, nem sei porquê, supostamente porque não temos confiança um com o outro já que das únicas vezes que falamos foi sempre com ela por perto e eu devo-lhe ter parecido alheada da realidade.

 

Lembrei-me dela assim a meio da conversa, que se resumiu a perguntas de cirscunstância, mas só a meio da conversa me lembrei de perguntar por ela, ele não disse nada que eu já não soubesse, surpresa das surpresas foi ter dado comigo a dizer-lhe que lhe enviei um mail a ela ao qual nunca tive resposta, antes de acabar a frase já me tinha arrependido, mas bom quem diz a verdade não merece castigo. Devo ter passado um pouco a decepção que realmente senti de alguém que esperava manter contacto mas que afinal não estava assim tão interessada nisso. Não é coisa que me surpreenda e eu também não faço por andar atrás das pessoas que simplesmente se esqueçam da outra mal a deixam de ver. Escapou-me não tanto como recriminação, mas antes como facto.

 

Surpresa deixou-me ele ao contar que afinal ainda não é este ano que acaba o mestrado e volta de vez para a Estónia. Isso sim foi uma surpresa. Isto de alguém que tem a namorada há quatro anos pendurada à espera dele, 3 vá, que ela abdicou da vida real dela e veio um ano para cá para estar com ele. E fez ela senão bem. Nada contra, nem contra ele continuar mais um ano, no período como ele diz de extensão do mestrado.

 

Acredito que ela deve ter ficado pouco contente. Agora ele, contente ou não, e sem o conhecer o suficiente para tal, consigo só imaginar que acabando o que tem a fazer na China tenha de voltar para o seu país e começar a levar a vida de homem adulto com responsabilidades mais sérias do que ser estudante e espécie de fantoche estrangeiro, num trabalho que lhe permite ser a personagem que quer, e viajar para todo o sítio na China.

 

Ele chama-lhe extensão do mestrado, eu chamar-lhe-ia extensão da liberdade.

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