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quero mais

por mandarina, em 23.05.12

Como a minha cabeça não dá para mais, e que prazer dos diabos me estava a dar ler norwegian wood de Murakami que oh, já o acabei, queria que ele tivesse prolongado a narrativa e, em vez das quase 300 páginas, tivesse antes escrito 500. Viciante, tenho de ler mais dele, sem falta este verão.

A única coisa que me decepcionou um pouco no livro foi o sexo, e sim o livro tem sexo que nunca mais acaba, aliás às vezes tinha a sensação que se repetia um pouco à volta da coisa, e não posso dizer que sejam partes do livro muito felizes, o autor refere-se ao sexo como algo, menos na parte final, opressor. Parece que o personagem está sempre a agonizar por ter desejo, por não poder concretizá-lo, por reprimir-se. É que dá que pensar, como é que algo tão bom pode ser tão mau ao ponto de pôr alguém a sofrer tanto, numa espécie de sofrimento infligido.

Vou ter de ver o filme, mas se o filme pegar na abordagem a seco que o autor fez sobre sexo deve ser um filme mesmo sofrido de ver.

 

Aparte este aspecto, o livro que trata essencialmente sobre a relação homem mulher, problemas psicológicos gerados por uma série de suicídios, sequelas que essas mortes provocam, a descoberta do amor sobreposto a outro amor sofrido. É basicamente isso, uma história de amor, mas contada de uma forma real, dorida, assim mais à queima-roupa e sem os floreados do "e viveram felizes para sempre".

 

nota a reter: De tudo o que mais gostei foi a forma como descreve a solidão, as refeições (o livro tá repleto de refeições) mas de longe a solidão é retratada tão meticulosamente que a conseguimos saborear até ao último sorvo.

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2 comentários

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Rita a 24.05.2012

POdias fazer críticas literárias! :P
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mandarina a 24.05.2012

ensandeceste de ´x só pode, Rita Rita isso é chinês a mais :P
obrigada *

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