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Dois galos não cabem num poleiro

por mandarina, em 20.05.12

Dia compridito que isto de acordar às 7h num domingo é novo para mim e espero que não frequente de todo. Mas passou-se bem o dia, uma aula de manhã com putos ensonados e distraídos, e outra à tarde com pitas estéricas aos gritos.

 

A chatice nunca é com as crianças que sinceramente não têm assim tanta capacidade de me chatear, a elas vou perdoando serem crianças, gritar, estar desatento, espernear, ranhosar-se todos, fazer pequenas birras faz tudo parte afinal são isso mesmo crianças. Quantas vezes não me apetece fazer como elas, fazer birra quando algo me chateia. Ai os adultos não podem fazer birra, não é bem visto, uma chatice, portanto.

 

Mas dizia eu, as crianças nessas ainda vou tendo mão, pior é quando tenho de dar as aulas tendo como assistente o patrão. Dá-me mais trabalho e chatices que as crianças. Ele lá com o método dele, eu com o meu, eu como professora tenho o direito e dever de conduzir a aula, que é o que tento fazer. Mas já se sabe quando há dois a tentar ser o galo na sala de aula gera-se sempre alguma confusão, e dou comigo, por vezes, a ter de me impor e outras a ter de lhe dar tempo de antena. O que não gosto, não gosto que ele tome a aula de assalto, que apesar de estar a correr mais ou menos de feição é a minha aula e não a dele. E sinceramente quase que acho, que apesar de ele às vezes ter boas saídas com os putos, os despista da ideia principal: pô-los a falar inglês. Isto porque ele fala mais em chinês com os putos do que as assistentes, o que não é bom, desincentiva-os a falar inglês. Entre outras coisas, talvez seja embirração minha, mas não acho que corra lá muito bem as nossas aulas conjuntas. Se assumo um papel não gosto de estar sempre a ter de me desviar dele por causa dele.

 

Hoje pelo menos, os putos deram-lhe mais dor de cabeça que a mim, ele tinha de os manter sossegados, o que hoje não foi fácil conseguir. Eu lá continuava a aula e ele todo perturbado, depois com as meninas o mesmo, elas a gritarem-lhe aos ouvidos e eu, "não é nada comigo". Acabei com a sensação que não os respeitam tanto como a mim. O que não é bom, e demonstra que excesso de confiança e "chinês" também não é o melhor método a seguir.

 

Acabou com ele congratular-me das minhas boas ideias para os jogos que jogamos nas aulas e que os putos adoraram.

E eu a pensar que sem ele ainda tinha era corrido melhor. Mázinha que sou!

 

*provérbio português

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