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metanóia

por mandarina, em 04.04.12
metanóia
palavra de origem grega que significa "mudança de ideia", "mudança de direcção" e "mudança no sentimento".


Se a vida fosse uma constante, se os nossos sentimentos se perpetuassem imutáveis no tempo seria possível pertencermos uns aos outros. Mas não é isso que acontece, a nossa vida está em contante mutação e, em consequência disso também os nossos sentimentos. Vai daí que eu não acredito em pertenças, nós não pertencemos a ninguém e ninguém nos pertence. É ilusório pensar assim, porque enquanto pensamos no outro como um ser que se possuí tiramos-lhe a liberdade e rotulamos as relações humanas com um para sempre insensato e algo fantasioso. Normalmente é-o pelo tempo que fizer sentido, e muito dificilmente para sempre. Os rótulos estragam quase sempre tudo, e poucas vezes fazem jus à verdade. Mesmo as pessoas comprometidas aspiram à liberdade quando a sentem castrada pelas imposições da possessividade alheia e, mais ainda quando sentem que a vontade de perpetuar uma relação, que já foi algo muito bom e que supostamente o seria no futuro, se evaporou algures entre o que foi e o que é,  e quando assim é dificilmente se recupera o vigor de outrora.

Abusamos dos determinantes possessivos, meu isto, meu aquilo, meu, meu, meu...Será mesmo teu? Será mesmo meu? Será que quer ser pertença de alguém? Esquecemo-nos que só possuímos objectos e nunca pessoas. No que toca a relações, costumo pensar que os rótulos pouco interessam, fiem-se, antes, no que os vossos olhos vêem, o coração sente e as atitudes provam. E, principalmente, que ninguém é de ninguém especialmente quando a própria pessoa (a suposta pessoa possuída) não sente assim. So se é/está quando se quer continuar a ser/estar, e sempre de livre e espontânea vontade. (isto numa sociedade livre)

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1 comentário

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Rita a 04.04.2012

Estavas inspirada... :P

Neste aspecto, " No que toca a relações, costumo pensar que os rótulos pouco interessam, fiem-se, antes, no que os vossos olhos vêem, o coração sente e as atitudes provam.", quem me dera confiar assim tanto em mim e no que sinto/penso. E se andarmos tão cego(a)s que nem distinguimos o "trigo do joio", isto é, andamos tão "tapado(a)s" que não sabemos ver o que é a verdade e a mentira?

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