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Na diferença

por mandarina, em 19.02.12

Somos jovens, somos estudantes e apregoamos a toda a hora que não somos racistas, temos ideia de que ser racista é feio, é discriminar o outro, é apontar o dedo à sua cultura, cor, e língua. Mas seremos mesmo assim tão tolerantes? Somos jovens e apregoamos que somos open-minded e humanistas sem ideias pré-concebidas. E afinal o que somos na verdade? Jovens de mente aberta mas com um travão quando temos de viver com pessoas de outras culturas, credos e cor. Se bem que a cor, a língua, a religião nos condiciona menos do que possamos imaginar, há outras variáveis que nos afectam e muito, e é nelas que esbarramos. Nunca antes havia pensado muito nisto, nunca antes tinha vivido num sítio com gente de tantos países diferentes, mas a verdade é que se não olhamos aos estereótipos baseados na cor, língua e religião, não sabemos lidar com a diferença de cheiros (pele e comida), a diferença de olhares (desconfiados, de lado), a diferença das abordagens (directas e selvagens), a diferença das maneiras (a alto e bom som). Não sabemos lidar, quando muito toleramos, e vamos apregoando, eu não sou racista, mas eles são diferentes.

 

Aqui começa a segregação. Brancos de um lado, pretos no outro, muçulmanos ali, asiáticos acolá. Convivemos, coabitamos o mesmo espaço mas não nos misturamos, estranhamo-nos, até nos podemos cumprimentar mas não nos misturamos. Duas residências de saladas russas culturais e uma linha divisória subjacente no formato de olhos, na estranheza da língua, na estranheza dos modos, na estranheza da cor e cheiro. Uma linha divisória a adivinhar que somos todos tolerantes, mas somos, afinal, diferentes. E esbarramos, ainda que não queiramos admitir, nessas diferenças.

 

Não é racismo, julgamos nós, mas todos os dias esbarramos na diferença.

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1 comentário

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Rita a 19.02.2012

É verdade... Sinto isso, por parte dos outros em relação a mim e, infelizmente (penso eu), também já senti relativamente aos outros.

Quando achamos que algo é negativo vamos logo buscar a cor da pele, a nacionalidade... E está errado, sinto-me triste quando faço isso, arrependo-me...

Por dentro, falando de aspectos físicos, somos todos iguais. O que muda é a nossa forma de ser e estar...

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