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la la la

por mandarina, em 18.10.12

Bem sei que ando afastada das lides bloguistas mas o tempo esta semana não tem sido muito. Em boa verdade, não tem chegado para tanta coisa que tenho para fazer, entre dar aulas e repor aulas, e muito menos para todas as chatices que tem surgido. Mas tudo a seu tempo. Prometo actualizar o blogue no fim-de-semana com mais calma, tempo e vontade de contar as peripécias desta semana. Já antes me apeteceu vir cá desabafar, mas acho que tinha enchido o post de palavras muy feas, por isso contive-me.

 

Com sangue frio saí tudo melhor, até as palavras que se querem bem ponderadas para que nunca percamos a razão, e para que nunca ponhamos a perder a nossa causa.

 

E amanhã não se trabalha, por isso, hoje é tempo de celebrar o fds antecipado. Ainda que amanhã tenha de ir aturar as criancinhas no jardim-escola, e sábado e domingo. Mas isso é outra conversa.

 

Bom fim-de-semana

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Domingo

por mandarina, em 14.10.12

E já é domingo outra vez, choro, birra, má-vontade, preguiça. E não são as crianças, é mesmo o meu estado de espírito.

O fds passa rápido demais, mesmo a acordar às 7h30 da matina em ambos os dias, e amanhã, excepcionalmente também, para repor uma aula. Isto porque chego morta dos putos, ao sábado pelo menos cheira-me que sim, e só quero fazer uma big siesta. Que foi o que acabei de fazer. Entretanto também já preparei um mini lanche porque algumas alunas do 2.º ano vêm cá a casa. Pediram-me e eu claro que aceitei. Uma delas é a Sílvia, a super simpática e querida e a que de todos os meus alunos fala mais, e melhor. As outras vem um pouco por arrasto porque não falam tanto assim.

 

Hoje no jardim-escola correu bem. Tenho uma turma mega super amorosa, quase só de meninas lindas e fofinhas de morrer, tão apetitosas que só apetece agarrar todo o tempo aquelas bobechinhas de anjo. Além de que são super bem comportadas :) Nesta turma tenho um par de gémeas, na China não é muito comum, e eu estou cá a pensar como raio vou distinguir as miúdas.

 

A Victoria (boss) veio assistir à aula e eu fiz por dar show. Digamos que é muito importante eu cair nas boa graças dela. E modéstia à parte caí. Adorou a aula, e só me agradecia no final. Ainda se fartou de rir e tudo. Muito, mas muito bom sinal. Digamos que eu me esmerei :)

Já a assistente depois de me ter vindo embora, deve ter levado um puxão de orelhas da boss, que nem gostava de estar por perto. A Victoria estava super insatisfeita com a prestação dela, ou seja, eu fiz tudo sozinha, tudinho, ta bem que as miúdas eram fáceis, mas ela não deu uma para a caixa. E com a boss ali ao pé. Que tonta. 

 

Mais, antes da aula a Victoria disse que ontem os pais sentiram que não estávamos preparadas, e nem à vontade uma com a outra, pelo que pediu para que falássemos entre nós afim de melhorar e estarmos bem preparadas. Muito bem, assumi o meu papel e disse-lhe muito sinceramente o que esperava dela. Disse-lhe que a professora era eu, ela a assistente, logo eu ensino, ela mantém os putos em ordem e certifica-se (usando chinês) que os putos me percebem e fazem o que eu lhes mando, principalmente enquanto não entendem o básico.

Ela muito indignada, "eu não sou uma máquina tradutora, mas se é assim que queres eu faço-o", só me apeteceu bater-lhe. Também a repreendi por me ter deixado sozinha com 8 putos ontem, enquanto ela andava de volta de um puto problemático, dizendo-lhe que tem de estar de olho em todos, e não em apenas UM deles. Lá diz ela "isso é muito difícil e o professor também tem de impor disciplina". Bom enfim. Sem palavras.

 

Agora às alunas do 2.º. A Sílvia deve vir aí toda tagarela :)

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hmmm...

por mandarina, em 13.10.12

Torcer de nariz. Tive a ver um filme, crazy stupid love. E não nos vos vou maçar com a história. O filme está giro, dentro do estilo comédia romântica e depois qualquer filme onde entre o bonzão do Ryan Gosling que é só "O" deus grego de Hollywood e arredores e que aparece sem roupa (quase núinho da silva) em muitas cenas, já vale por si toda a pena ver.

 

Mas não era sobre a nudez e demais atributos do moço que ia escrever. O filme gira à volta da possibilidade de andarmos perdidos (romanticamente falando) até encontrarmos a nossa alma gémea, aí quando a encontrarmos o universo fará muito mais sentido.

Bonito, lindo, perfeito até.

 

Então e se, e desculpem a minha falta de romantismo, isso nunca acontecer? Epa então aí, resta-nos conformamo-nos com uma falsa alma-gémea e também ninguém morre por isso. Ainda que o universo possa nunca fazer todo o sentido do mundo.

E como não é tão fácil assim encontrá-la, no filme supõe-se que sim, não fosse um filme romântico e não a vida real, então aí é rezar para que o universo nos pregue boas partidas, antes de chegarmos aos 90 anos.

 

p.s.: quererá isto dizer que eu ainda acredito. Oh I´m a crazy stupid believer, ou então não. A vida é demasiado estúpida para nos premiar com o jackpot a todos.

 

E como já não digo nada de jeito, vou masé dormir...Zzzzz

E sonhar com ele...

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Forçado

por mandarina, em 13.10.12

Há tanta mas tanta coisa que soa a oco na China. Tudo o que não se é mas tem de se parecer ser. Hoje tive o meu primeiro no jardim-escola, e espero que tenha sido só impressão minha, mas aquilo hoje pareceu um teatrinho muito mal feito. A começar com os pais todos entusiasmados com o levar os filhos às 9h da manhã, com os pobrezitos todos mais que ensonados e cheios de vontade de brincar e não de estarem numa sala a repetir "hello, my name is...". E digamos que eu sou o carrasco que os obriga a repetir isto, mas bom sou paga para isso.

 

Depois ter a minha assistente, a 100 à hora, toda stressada e nervosa, tão histérica/louca que até me estava a fazer dor de estômago ter de levar com ela. Porque com as birras dos miúdos posso eu bem, com o choro, com as diabrices, com a rebeldia de uns, agora com uma suposta pessoa que me deve ajudar e não atrapalhar a deixar-me com os nervos em franja isso é que não. Tive, no final da primeira aula, um pouco a contragosto de a repreender e dizer "calma, acalma-te senão isto não vai correr bem". Também porque ela estava literalmente a dar-me ordens, quando, e não estou aqui a tentar ser arrogante, a aula é minha, eu é que sou a professora, ela é só a assistente que tem como principal função manter os putos em ordem e sossegados, e não coordenar a aula, que btw, é a minha aula.

Cada macaco no seu galho. Não gostei de ter de o fazer, mas disse-lhe muito directamente "eu sou a professora, tu és a minha assistente, não me interrompas, eu decido como levar as coisas" e estive mesmo para lhe dizer "não me dês ordens". Mas não disse, esperei que ela tivesse o bom senso de perceber a ideia.

 

No final fui aconselhada pela boss para no final das aulas ir brincar com as crianças, porque os pais gostam de ver. Mais teatrinho do oco, lá fui eu brincar. Depois levo com os pais a gritar aos filhos "diz hello à professora, diz "nice to meet you" diz "goodbye" diz "thanks" etc. Nada de mal, a não ser pelo tom severo com que o fazem, a intimidar os miúdos, e também porque exigir aos putos que o façam na primeira vez que têm contacto com inglês e têm 3, 4 e 5 anos, sabem lá o que estão a dizer. Enfim...oco, oco, oco, tudo oco!

 

E por fim, vira-se um pai para mim e diz, "are you from America?" ao que eu respondo, e sim, sou obrigada a mentir, "no, I'm from England" ao que ele diz, "ah, right, because you´re english is so fluent" e eu sorrio e digo "right, thanks", quando na verdade só me apetecia dar um tiro nos miolos. Mentir não me faz espécie, faz-me espécie é esta merda de manter as aparências e parecer sempre ser o que não somos a todo o custo. Oco, forçado, ridículo.

 

E olhem a minha moral para tar aqui a dizer que é oco, é tão oco como eu entrar nos esquemas deles.

Do pouco que me pareceu verdadeiro hoje, é que as crianças, apesar da paranóia dos pais, estão ali, tal como eu, para passar um bom bocado. Se bem que eu tenho o trabalho mais difícil, fazê-las passar um bom bocado e não as aborrecer até à exaustão, ainda que tenha de provar aos pais que elas aprendem e se divertem ao mesmo tempo. Fácil??? De todo que não.

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FDS o tanas

por mandarina, em 12.10.12

Ah acabou-se a boa vida, digamos que voltar a casa numa sexta-feira à tarde, depois de 6 horas de aulas quase sempre a falar, e ainda ter que preparar a aulas dos pequenos para amanhã de manhã é algo que não me dá o maior dos prazeres, mas alguém o tem de fazer, e eu não posso começar já a queixar-me senão estou mal. Tive a ouvir as canções para amanhã "hello song" e "goodbye song" e estava a pensar para com os meus botões que o que mais detesto nisto de ensinar putos é, sem dúvida, cantar estas tretas, detesto mesmo. Prefiro birras, prefiro gritos, prefiro correrias pela sala, mas cantar, ou melhor, eu a cantar é mesmo odioso. E quando os putos não se mostram receptivos a cantar comigo, bom aí então ainda é pior, faço a festa, atiro os foguetes e tenho de apanhar as canas sozinha. (ou com a assistente o que, por vezes, ainda torna a cena mais deprimente).

 

O que eu mais gosto é divertir-me com os putos, pô-los a fazer jogos, a repetir as coisas, a adivinhar as palavras. Isso sim é giro, é divertido e dinâmico, agora cantar e ainda ter de gesticular ao mesmo tempo é somente pateta.

 

Só de pensar que amanhã tenho de levantar o rabinho da cama lá pelas 8h da manhã até me dá uma coisinha má. Só o faço porque pagam muito bem, porque nem todo o amor do mundo por ensinar as criancinhas me faria sair da cama num sábado de manhã tão cedo.

É que, diga-se de passagem, que assim uma pessoa, além de ficar sem fim-de-semana, ainda tem de ser super responsável, e não sair até tarde nem ir para os copos, que é a única coisa que apetece fazer à sexta à noite.

Ainda assim, continuarei a sair, e a beber umas bejecas, mas bom, com muita moderação, muitíssima. Os copos e as horas.

 

Daqui por 2 semanas das duas uma: ou já vou ter entrado nesta rotina, ou então vou estar a amaldiçoar-me por ter comprometido o meu sagrado sono de sábado e domingo de manhã ainda que ganhar 20€ numa hora seja um grande aliciante que justifica em certa medida a falta de sono.

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cutchi-cutchi

por mandarina, em 11.10.12

O jardim-escola onde vou trabalhar como professore de inglês em regime de part-time é simplesmente amoroso. Muito colorido, limpinho, tudo pensado ao detalhe, equipamento XPTO, muito organizado, com cheiro a novo, com espaços pensados ao pormenor, com um playground muito grande para as pestinhas brincarem à vontade, salas de aula acolhedoras, e até salas para dormir a sesta. Comparado ao outro jardim-escola onde trabalhei este é uma espécie de palácio da diversão infantil. Para verem o quão especial é, uma pessoa só lá entra descalça, de meias e/ou sabrinas.

 

Além disso também fiquei encantada com o retropojector que permite jogar interactivamente apenas pelo toque no placard virtual. Imagino que os pequenos delirem com aquilo e eu também não me vou fazer de esquisita com as novas tecnologias.

 

Acho que passei com distinção ao escrutínio da futura boss, que ficou muito contente por ter experiência que fiz questão de comprovar, não só pela carta de recomendação do ex-boss, mas também demonstrando como vou seguir o plano para a primeira aula.

Agora só falta passar à prática.

 

O pior é que serão aulas fora de horas, ou bem que são quase à noite, naquela hora que já estou morta de todo, ou bem que são ao fim-de-semana às 9h da matina, horário em que supostamente devia era estar a dormir até às tantas. Enfim, é o horário que há. Ou bem que aceitava ou podia esquecer a escola cutchi-cutchi.

 

O melhor é o pagamento. Esta parte foi interessante, a futura boss pergunta quanto espero receber, algo inteligente da parte dos chineses, isto caso eu fosse burrinha, porque já ia com a ideia de puxar a fasquia lá para cima. Ela negou-se a propor um preço, então eu disse, "bom no outro jardim-escola pagavam-me 150 yuan por hora" (aqui entre nós que ninguém me ouve, é só meia verdade, pagavam quando tinha de ir de propósito e só por uma hora, para compensar o tempo perdido). Ela lá arregala os olhos, e eu já a pensar "queres ver?", isto porque o normal é 100 yuan (+/- €12) por hora, mas para grande surpresa minha disse "ok, mas quando tiveres duas horas seguidas pago-te 250 yuan" e eu "oi?" (para com os meus botões claro). Disse que não aceitava preços diferentes, ou bem que pagava 150 yuan (+/- €18)  sempre ou então não achava justo (sou tão cabra). E ela "ah mas isto e aquilo" e eu para ela "eu tenho experiência, não te vais arrepender". Ao que ela lá considera bem as coisas, e também porque tem urgência e lá concorda "ok, ok" e eu interiormente aos gritinhos (yes, yes, yes).

 

Lição do dia: pede sempre mais do que pensas conseguir, mesmo que depois tenhas de renegociar o preço para baixo, porque pode, como hoje se verificou, até funcionar.

Hoje foi o meu dia de sorte, para além de ir dar aulas a crianças só entre os 3 e os 7 anos (os mais fáceis e amorosos) ainda vou ganhar mais do que é normal, e tendo uma assistente digamos que vai ser canja, pêra doce, brincadeirinha de criança, tirando a parte de acordar aos sábados às 8h da manhã, auchhhhh...

Mas lá está, não se pode ter tudo. Outra grande lição.

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back to China

por mandarina, em 10.10.12

Pois o que é bom acaba rápido, não querendo dizer que o meu dia-a-dia em Changsha (nova cidade) é mau. Mas não é Hong Kong, e não estou de férias. Hoje fui metralhada com 6 horas de aulas, que é bom para a tosse. No final, novamente dor de garganta e muito cansaço, estava a ver que não chegava ao fim. Mas agora já me controlo mais, apesar do constante esforço que faço porque diga-se de passagem que com turmas tão grandes (+ de 40 alunos) não há outra alternativa.

 

Daqui por uma semana se me disserem que passei quase uma semana na civilização, Hong Kong (China que não é China de todo) vai-me parecer sonho.

A China profunda engole tudo, boas recordações então ui. É um estalo, mal cheguei a Shenzhen, cidade fronteiriça a HK pensei logo para com os meus botões "pronto já cheguei à China". Mas bom, é assim a vida.

 

Não é necessariamente mau, só não é tão bom, dá um certo ânimo para fazer o que tenho a fazer por aqui, fazê-lo o melhor possível e tentar ir-me daqui para uma paragem melhor.

 

Não me refiro às pessoas, maioritariamente colegas de trabalho, que são excelente companhia, refiro-me a este sítio, que não é, como dizer, o que eu quero para mim. Não é o destino, é somente um lugar de passagem, que se quer o mais de passagem possível. Hoje tive todo o dia a pensar nesta frase "não é que eu esteja perdida, simplesmente ainda não cheguei lá (ao destino final)".

 

Boa noite,

Amanhã será um dia comprido. Vou a um jardim-escola onde normalmente trabalharei com crianças com as minhas idades preferidas dos 3 aos 7 anos. Depois disso já não são crianças, são pequenos diabos (mal) disfarçados de anjinhos.

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Ciao Hong Kong

por mandarina, em 08.10.12

É um adeuzinho a esta cidade dos Deuses, e que belo dia que eu tive, praia de tarde, jantar de despedida num saboroso restaurante vietnamita, em excelente companhia, tirando a parte que quando dois tugas começam a discutir política saí berros em bom português. Há assuntos tabus, senão tabus mais sensíveis, e eu que não tenho intenção de acusar ou apontar o dedo a alguém acabo sem querer por vincular a minha ideia que os alfacinhas tem um quê de especial, mas sem querer com isso acusar ninugém em específico. Uma vez mais, acabaram dois tugas aos berros, um alfacinha e uma (eu) não alfacinha a tentar fazer ver ao outro que generalizações são más, mas que algumas fazem sentido fazem. Eu estava a tentar provar isto, só por acaso.

Qual a probabilidade disto acontecer ser grande? muita.

 

E sim é um assunto sensível, que sinceramente eu não quero mesmo apontar dedo a A ou B, mas e perceberem que há sempre vários pontos de vista a ter em conta nesta equação, não? Escusado será dizer que devemos ter parecido dois parolos, com a namorada do moço a levar as mãos ao céu, também por não entender nada do que diziamos exaltados, e toda a gente em redor deve ter, como ela, pensado, que gente doida, a gritar no restaurante. Português que é português tenta falar sempre mais alto que o outro sempre que discorda do outro, ou tem a infeliz ideia de tentar mudar a perspectiva do outro.

 

Resumindo e concluindo.

Excelente final de dia em Hong Kong, apesar dos gritos amigáveis. Vai deixar saudades HK e C&a.

 

Ciao Hong Kong, quiça nos veremos em breve.

Da tua Mandarina com amor.

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mind your business

por mandarina, em 07.10.12

Tem sido o meu lema dos últimos tempos. Dar a minha opinião quando a pedem, e não quando me julgo no (quase) direito de a pronunciar porque sim, porque penso, cada vez penso mais, mesmo que não queira pensar tanto em coisas que não, de todo não me dizem respeito, não se trata da minha vida, e mais importante que isso, ninguém quer saber a merda da tua opinião porque vão continuar a agir como se tu não te tivesses dado sequer ao trabalho de abrir a boca.

 

Hoje não é raiva, não é dor de cotovelo, não é desdém, não é nada, é uma tremenda vontade de me controlar para não sair a disparatar coisas que penso sobre a vida dos outros, vontade de conter esta vontade estúpida de esbofetear alguém até que esse alguém perceba que brincar com a vida dos outros e até com a sua de maneira tão séria quanto leviana não é saudável. Mas que raios tenho eu a ver com isso, é a vida dos outros não a minha. Epa não tenho nada, nadica de nada, só que me custa ver pessoas de quem gosto mesmo muito mesmo sem entender como e porquê de gostar tanto, a errar tão grande e forte na vida. Há pessoas que queremos mais que a nós próprios, algo não racional.

 

Mas sim, eu sou uma pessoa controlada, pudera com tanto andar de coração na boca fizeram-mo engolir a seco que um dia cai em mim e vi que não vale a pena sofrer em vão, nem tentar fazer sofrer outrém seja porque razão for. Sou bem melhor que isso, e por isso, controlo-me ao limite, até que há dias como hoje que só me apetece explodir. Implosões são más, mas explosões só deixam no outro a sensação de raiva mal disfarçada, de cicatrizes por curar, de ódiozinhos pequenos. E não é isso, não é, é querer bem, gratuitamente.

 

Caramba mas nem eu, que virei uma coruja fria por fora, ainda que, continue a mesma ridícula sentimental por dentro, consigo conter-me todo o tempo do mundo, são arestas por limar, isso e outra coisa, sabem aquele ditado de "o que não mata mói" pois hoje foi mais ou menos isso. Que não tenho sangue de barata, ainda que normalmente saiba fingir que tenho.

 

Este post é sobre nada de nada. Pequenas implosões só para dizer que os outros estão-se literalmente a cagar (passo a expressão) para o que tu pensas, e até mesmo o que sentes, e nunca medem o peso das palavras que usam em vão e dos falsos ideais porque se movem e mesmo assim querem fazer parecer aos outros que são os seus verdadeiros ideais.

 

Shame on me: a praia ferveu-me o sangue e aguçou-me a perspicácia.

É uma merda é o que é. Mas esta tipa já devia estar mais do que calejada.

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A terceira

por mandarina, em 07.10.12

À terceira é de vez. Apaixonada por Hong Kong: checked!

Bom se já antes achava que Hong Kong era espectacular, depois de ontem então estou 100% rendida aos encantos da cidade. Isto porque ontem fiquei a conhecer uma parte extremamente importante de Hong Kong que muda o cenário citadino da coisa. Fui pela primeira vez à praia de Hong Kong e fiquei muito surpreendida, a praia é boa, a agua quase morna, areia fininha e agradável e ambiente em redor muito simpático com montanhas a volta, muitas arvores, etc..

E só porque gostei tanto, hoje vou lá voltar, em companhia tuga. Fácil uma pessoa sentir-se em casa assim, mesmo que temporariamente, e da vontade de voltar mais vezes, muitas vezes, por inúmeras razoes, pela cidade incrível, pelas pessoas sensacionais que conheço, e pelas pessoas já conhecidas que me tem acolhido mais que muito bem, com alguma pena minha por saber que provavelmente não poderei retribuir tamanha amabilidade. Mas bom, quem sabe o que o futuro nos reserva.

 

Agora prainha, bronzear o corpixto, e fazer uma bela soneca no quentinho da praia, a ouvir as ondas a quebrar a beira-mar, com aquele cheiro tão característico que nos faz sentir em casa mesmo a 5000 kms dela.

 

p.s.: a escrever num teclado sem acentos.

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