Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Segundo

por mandarina, em 09.08.12

Marina de Carlos Ruiz Zafón foi o segundo livro que consegui ler até agora num mês inteirinho de férias. Fraquinho, mas quando a concentração não deixa não há nada a fazer, como diz Zafón, as palavras voavam das páginas.

 

Ao contrário do primeiro, devorei este em 2 dias, mas nada de mais quando se trata de Zafón, exímio contador de estórias, e que nos inebria com o seu jogo de palavras e, claro, que nos prende do início ao fim com as suas extraordinárias estórias misto fantasia misto realidade.

 

Gosto muito do estilo deste senhor, é excelente leitura light para desanuviar de leituras mais complexas e exigentes. Escreve bem e coisas do género, Quem não sabe para onde vai não chega a parte nenhuma.

 

Amanhã parto à procura de novos livros, e espero ter dedo certeiro, apetece-me continuar a ler coisas que agradem a esta mente em descanso mas não inerte. O que me vier parar às mãos é peixe, vou ao sabor das ondas, sem ideias pré-concebidas. Espero surpreender-me:) (pela positiva).

 

Boa noite, e ainda melhores leituras...

 

O tempo não nos torna mais sábios, apenas mais cobardes.

Carlos Ruiz Zafón in Marina

Autoria e outros dados (tags, etc)

Felicidade diária

por mandarina, em 08.08.12

é em poucas palavras: 0 NUVENS NO CÉU E 0 ONDAS NO MAR!

O meu dia num adjectivo: PERFEITO!

E não peço mais nada na vida, porque a vida é feita de pequenos prazeres como estes :) cabe-nos a nós, seres sedentos e insatisfeitos, aprender a disfrutar destes momentos como se de verdadeiros milagres se tratassem :)

Amanhã há mais, logo pela manhã, e no dia a seguir também...até que o tempo mude e/ou que as férias se acabem.

 

POST Nº500

 

787570-7-1344271968074-n700_large

Autoria e outros dados (tags, etc)

Actual numa América: a sangue-frio

por mandarina, em 07.08.12

Desde que os meus olhos depararam com este título de Capote há uns anos atrás que alimentei o desejo de lê-lo. Fi-lo agora e não me arrependo minimamente.

 

A sangue-frio de Capote, que apesar de ser um livro de 1966, é o espelho mais fiel da América actual no que a assassinatos ou, como agora se designa, terrorismo doméstico diz respeito. E cito um excerto do livro que reflecte bem esta realidade passada e presente: Pode haver quem pense que os olhos do país inteiro estão postos em Garden City durante este sensacional julgamento. Mas não é assim. Mesmo a cem milhas a oeste, no Colorado, poucas pessoas se lembram do caso; quando muito recordam-se do assassínio de todos os membros de uma família muito conhecida. Isto constitui um triste comentário ao modo como o crime está vulgarizado nesta nação.Desde que os quatro membros da família Clutter foram mortos no passado Outubro, vários assassínios múltiplos tiveram lugar em diversos pontos do Condado. Precisamente nestes dias que precederam o julgamento, mais três casos de assassínios colectivos foram anunciados nos cabeçalhos dos jornais. Portanto, este crime e este julgamento não são mais do que um entre tantos dos casos que lemos ultimamente e já esquecemos...

 

Este livro não deixa o leitor indiferente, não tanto pela crueza e análise imparcial dos crimes cometidos a sangue-frio, ainda que se debruce sobre as vítimas, assassinadas sem motivo aparente, mas principalmente por fazer uma análise detalhada dos criminosos, da sua natureza, personalidade, analisando o que esteve na origem do crime assente sobretudo numa desconhecida fúria assassina e prazer no acto de matar, massacrar e torturar física e mentalmente as suas vítimas. A parte final do livro debruça-se sobre o julgamento dos assassinos e na sua tentativa incansável de escapar à pena de morte por enforcamento praticado no estado do Kansas em finais dos anos 60.

 

Para acabar, e porque o livro vale mesmo a pena, mais que não seja para que percebamos um pouco da mente de um assassino, de como a pena de morte é vista e sentida por quem está no corredor da morte, e de como a sociedade sempre se dividiu entre a pena capital e a possível clemência destes actos selvagens.

Ficou por ver referido nesta obra de romance não-ficção o tão polémico assunto do porte de armas legal que, a meu ver, é o rastilho desta epidémica onda de assassinatos que atormenta os Estados Unidos há inúmeras décadas e sem fim à vista.

 

p.s.: das poucas ocasiões que tive oportunidade de discutir este assunto com um americano confesso que fiquei espantada por ver que está disseminado e aceite como direito legitimo na cultura americana o porte de armas domésticas, sendo encarado como a sua principal defesa contra ataques à sua integridade física enquanto que as estatísticas provam que todas estas mortes não sucederiam caso o porte de armas domésticas fosse proibido. Triste mas, principalmente, assustador.

Autoria e outros dados (tags, etc)

viagem ao meu mundo

por mandarina, em 07.08.12

Não estou cá, aliás se já não repararam confesso-vos que estou ausente, que é quase o mesmo que dizer que estou offline para os outros, para responder a perguntas, para dar justificações, até para falar ou estar, não estou, e não pensem que estou em período de negativismo, só que este poder de me colocar a sós comigo é um privilégio só ao alcance daqueles que sentem não depender de ninguém nem que ninguém depende deles. Ainda bem, nesta fase da minha vida é um prazer não ter de assumir este tipo de responsabilidade para com os outros. Estou por minha conta e isso é um alívio que nem vos conto.

 

Amanhã retomo ao ritmo normal das férias, o que até aqui não tinha sido possível por impedimentos vários, volto à praia, a sós com o mar, o sol, e as minhas leituras que se querem muitas e muito boas.

E assim dou inicio à segunda parte das minhas férias, feliz e finalmente.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pra começar

por mandarina, em 06.08.12

Esta semana vai dar que falar, começa tudo nos sinais, primeiro deixo cair um frasco de café cheio ao chão, splash, vidro e café por todo o lado, é no que de ignorar frascos de vidro na beira da mesa. Lá limpei um pouco incrédula e um pouco furiosa comigo própria, nada de mais.

Ainda não satisfeita com a bagunça já limpa, vai que me ponho a lavar a loiça e lá está creio certamente no estúpido equilíbrio dos ovos que acabo de colocar na bancada e dos 2, um quis fazer um salto para a morte e já só o vejo em estilo omelete no novamente chão da cozinha que hoje devia estar cheio de vontade de ter um belo de um pequeno-almoço. E lá vou eu uma vez mais limpar satisfeita da vida.

 

Isto é para não me gabar de que estas coisas nunca me acontecem, e depois lembrei-me logo que realmente não aconteceram antes a não ser com aquelas 8 de 22 garrafas de cerveja que não esperaram até chegar a casa e se lançaram ao chão mesmo à porta de casa num misto de vidros e cerveja, isto há uns anitos em Aveiro, e aquela garrafa de vinho espanhol (ou italiano) que não contava com um saco de papelão de fundo roto e foi dar de caras com o chão da minha cozinha em Shanghai. Aquele ninguém o bebeu, foi para aromatizar toda uma casa.

 

E juro que nem hoje, nem naqueles dias tinha bebido alguma coisa, nem o álcool me conta como álibi, aselhice portanto.

Estou cá a pensar como não lancei hoje o pânico no supermercado e, por sorte, não me fartei de quebrar coisas, não calhou!

 

 

 ...e não partas mais nada!

Autoria e outros dados (tags, etc)

not your kind of people

por mandarina, em 04.08.12

Assim se intitula o novo álbum da banda americana de rock alternativo Garbage depois de uma pausa de 7 anos. E eu estou viciada no álbum e com muita dificuldade em eleger uma música favorita, mas fica aqui o single que dá nome ao álbum, que a meu ver está uma maravilha, um verdadeiro eargasm para os apreciadores deste género musical.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Segundas chances

por mandarina, em 04.08.12

A vida por norma não nos concede segundas oportunidades, não nos traz pessoas do passado para fazer parte da vida de hoje ou de amanhã, não nos traz amores perdidos, mal resolvidos; não nos ensina a perdoar ao ponto de trazer pessoas que nos magoaram muito, não nos concede segundas oportunidades de fazer bem, de estar bem, de refazer, de agir com cuidado, de apagar coisas que foram ditas num momento irreflectido.

Não, a vida segue em frente, e dificilmente nos trará novamente essas pessoas, as que amámos, as que fizeram parte do nosso dia-a-dia, as que estavam à mão, as que estiveram sempre ali, pode até fingir-se que se mantém tudo igual, mas nada ficará igual quando não mais se faz parte do dia-a-dia de alguém. São vidas que já não tocam a nossa, a não ser artificialmente, à distância, ou que, muito raramente, a tocam por um elo muito superior à separação física. Ainda assim, a vida segue, o tempo cura as mazelas, as saudades acabam por dissipar-se, outras vidas tocarão a tua, outras lhe darão sentido, os acontecimentos, porque tudo à tua volta segue, ruma em frente, encarregaram-se de levar uns, trazer outros, e, por mais que penses que podes controlar alguma coisa, não controlas nada, a vida segue, fica muito pouco, normalmente ficas tu contigo próprio, mas nunca igual, e nem por isso, melhor.

 

180079_202048513141939_100000103744737_819816_6733440_n_large

Autoria e outros dados (tags, etc)

Semi-desilusão

por mandarina, em 03.08.12

É o que acontece quando se espera demasiado de um filme que dificilmente destronará o segundo Batman da era Nolan.

Este The Dark Knight Rises, um filme em tudo grande, grande em termos de acção, cenários e elenco mas que peca onde já é habitual os filmes de Hollywood pecarem, nos clichés, o vilão é sempre indestrutível até ao ponto que tudo acaba bem rápido e fácil demais. O enredo deixa muito a desejar porque não segue uma linha coerente, chegando mesmo a tornar-se dúbia e forçada. Os vilões ficam aquém, e o Joker tem um substituto muito fraquinho, mas, no geral, uma vez mais o filme foi bem conseguido com cenários espectaculares e cenas visuais de acção sensacionais. Neste plano, não se podem apontar quaisquer falhas, já a história, como personagens e final deixam imenso a desejar para um final de trilogia que se esperava de mestre.

 

 

Quer-me também parecer, numa América a mãos com um problema sério de uso de armas que as cenas em que os vilões entram a disparar indiscriminadamente e matam inocentes numa sala fechada foi um erro, ainda que seja ficção, é sem dúvida falta de consciência por parte de quem produz estes filmes incentivar ou incutir ideias já por si tão disseminadas numa América descontrolada e atormentada com massacres de loucos armados.

Autoria e outros dados (tags, etc)

En franciu

por mandarina, em 02.08.12

E porque hoje só penso na minha ida ao cinema, não podia deixar de referir este filme francês que vi ontem com a melhor amiga que insistia que já o tinhamos visto em 2010 e eu a insistir que não. Se vi não me lembro, e adorei, adoro a Audrey Tautou que até anoréxica é linda de morrer e expressiva como só ela. E o que eu me ri, mas a bom rir. Os filmes franceses estão de óptima saúde :)

Quem estiver a precisar de uma bose dose de risadas é ver este!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Cine

por mandarina, em 02.08.12

Já não me lembro da última vez que fui ao cinema, parece que foi há milhões de anos atrás. Sei que o último filme em português que vi no cinema teve a duração de 3 horas que pareceram 20 e em que o filme dava pelo nome de Mistérios de Lisboa, mas de mistérios para mim teve apenas um, o mistério de chegar acordada ao fim.

 

Amo cinema, não sou uma cinéfila a 100% porque me passam excelentes filmes ao lado, mas adoro ver filmes, sozinha, acompanhada, seja como for. Na última e sofrida qb viagem de longo curso de avião que fiz, de duração de mais de 12horas vi 3 filmes. 

 

Primeiro vi New Year´s Eve, nota 5/10. Caras bonitas e pouco mais.

 

 

Depois vi Bel Ami. Protagonista giro de morrer, mas o filme resumia-se a sexo e pouco mais.

 

Último que vi, infelizmente último porque a British Airways cortou-me as cenas finais, raios e coriscos, The girl with the dragon Tattoo, sem dúvida o melhor dos 3 e acabei por não ver o final. Um thriller forte, cativante e complexo.

 

E hoje, ai que estou em pulgas, The Dark Knight Rises, o último da trilogia, e vai ser visto no cinema. É dos únicos filmes de super-heróis que gosto, não tanto por ser mais um filme do Batman mas por ser um filme realizado por Christopher Nolan e ainda contar com um elenco de luxo.

Só peço para que a sala não esteja à pinha, e que não esteja gente ao meu lado a roer pipocas, aliás coisa que devia ser proibida durante a exibição de qualquer filme.

 

 

p.s.: episódio algo engraçado e embaraçante, o chinês de meia-idade que viajou ao meu lado acordava sempre nas cenas de sexo mais escaldantes dos filmes que vi a bordo, e o senhor devia pensar que eu era tarada ou coisa do género, é que ficava com os olhos presos àquelas cenas e eu a sentir-me desconfortável. E para quem viu o The girl with the Dragon Tattoo sabe que as cenas eram mesmo fortes e chocantes.

Autoria e outros dados (tags, etc)



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2013
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2012
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2011
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D



Favoritos