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eye candy ♥ 2

por mandarina, em 04.05.12
Porque é sexta-feira e há que descomprimir e porque este blog não se faz só de testamentos (perdonai-me mas a minha técnica de síntese sempre foi o meu tendão de Aquiles) aqui vai mais um docinho oriental a provar que há chineses bonitos (homens) que mulheres já estamos fartos de saber que é o que mais há!

 


 

文章 (Zhang Wen)

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Vontade

por mandarina, em 04.05.12

Lá se vai a sesta da tarde e o tempo está perfeito para isso, mas hoje há aula daqui por menos de uma hora, e eu hoje até dormi até às 9h, por isso, nada de dormir a sesta e ir para a aula ensonada, por alguma coisa inventaram café e eu ando deliciada com o café vietnamita, à falta do verdadeiro expresso, este espanta-me o sono.

 

A sensivelmente dois meses de as aulas acabarem já consigo dizer que vou sentir falta desta rotina, tirando a parte de acordar todos os dias às 7h, o resto vou sentir falta, até das aulas que, na maior parte das vezes, são enfadonhas mas que sem as quais não teria aprendido um quinto do que aprendi até aqui.

 

E vejo em mim uma grande mudança, uma vontade renovada de lá estar, de apesar do tempo se alongar e parecer uma eternidade, achar que ali se aprende uma língua difícil mas muito mas muito interessante, mais interessante ainda quando tudo já não soa a xin chan chon xun, ou seja a nada de nada.

 

E o que me custou entrar no ritmo, o primeiro semestre foi uma provação, perguntava-me mil e uma vezes, mas o que estou aqui a fazer, eu não percebo nada disto, quando percebia 20% do que os prof. diziam já era muito. Agora sinto-me imensamente realizada, percebo quase tudo, e acompanho o nível dos colegas, não ao ponto de chegar ao nível dos melhores mas ao ponto de me sentir muito orgulhosa da minha evolução. Exceptuando as aulas de audição, as quais, muitas vezes, ainda me soam a "xin chan chon xun" e me deixam à nora, nas outras disciplinas já vejo a luz ao fundo do túnel e upa upa ao fim de um ano estou no nível que muitos colegas estão ao fim de ano e meio ou mesmo dois. Não tendo, por isso, motivos para me gabar que não saco notas de génio.

 

Isto para dizer, que apesar de, às vezes, achar as aulas aborrecidas (como no trabalho também sucede) acho que faço parte daquele grupo, acho que tiro prazer, gosto de aprender, gosto de evoluir, e gosto de chinês. Além de que me motiva imenso ter uma colega de turma que adoro, a minha indiana do coração que além de ser uma excelente pessoa e amiga, é, também, uma excelente aluna que, sem querer, puxa por mim, me ajuda, me acompanha.

 

Não sabia ao que estava no primeiro semestre, nem ao que vinha, foi um longo caminho para chegar até aqui, mas hoje dou comigo a pensar que se me tirarem a oportunidade de continuar a estudar de graça, vou ter de encontrar um jeito de continuar a estudar sem ser de graça.

A journey of a thousand miles begins with a single step.

— Confucius

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à beira do colapso

por mandarina, em 03.05.12

Não, eu não vou falar do Pingo Doce e da tal campanha, mais do que comentada, criticada, gozada, até porque estou a 10000 kms de distância e não vivi nem vi, nem senti, in loco, o que se passou a não ser pelo que li na imprensa digital e nos blogs que acompanho. E li de tudo, dos que fizeram troça, dos que aplaudiram a campanha, dos que estiveram na cena do crime, dos que criticam e dos que se ficam ali pelo meio divididos entre o desrespeito pelo dia do Trabalhador e os campos de batalha criados, um pouco por todo país, ou em cada Pingo Doce, e, do outro lado, a compreensão com a angustiante situação financeira das famílias e a carga psicológica que isso acarreta. Mas bom, eu que estou aqui, na China, bem longe, talvez longe demais para perceber bem os contornos da situação que se vive em Portugal, só posso dizer uma coisa, é assustador. Afinal aquela velha teoria de que a situação de um país à beira da ruptura seja uma imagem mediatizada pelos meios de comunicação está posta de lado.

A julgar pelo que se passou, e não o vejo só uma campanha de bom ou mau marketing, mas antes como um alerta para a situação financeira de milhares de famílias que é, hoje, insustentável. Só pode ser, porque eu não acredito, mesmo por todo o amor a descontos, que possam existir pessoas dispostas a submeter-se a tamanho inferno num dia que devia ser de descanso e paz de espírito só pelo prazer de comprar. Esta campanha a bem ou a mal, para mim, simboliza uma única coisa, um alerta gritante de que o país está definitivamente à beira do colapso numa total ruptura financeira e psicológica.

 

A sensação que fico é que quando voltar a Portugal não vou reconhecer o meu país, porque aqui a 10000kms de distância consigo sentir a agitação, o medo, a insegurança, a desmoralização e o pior, a falta de soluções para um problema que, a dia-a-dia, se intensifica e que não tem, num futuro próximo, um final feliz. E dói-me dizer isto mas, infelizmente, a esperança não cura os males da nação nem mata a fome e desespero destas famílias, que hoje dá que falar, seja como motivo de troça ou de compreensão, mas que, amanhã, estaremos a mãos com fundo vazio.

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a madrinha

por mandarina, em 03.05.12

Falava já aqui e agora de uma coisa muito boa que está prestes a acontecer, mas por medo que contar previamente seja agoirar a coisa vou deixar isso para depois. Adiantando só e apenas que, felizmente, que as paixões inocentes e as pessoas boas, não se deixem vencer pela falta de coragem e decisões difíceis de tomar. Não é comigo, mas como desde o início torço por este desfecho iminente é quase como se fosse a mim que me tivesse tocado a sorte grande.

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pré-histórica

por mandarina, em 03.05.12

Tava agora a lembrar-me que no Verão, daqui por sensivelmente 2 meses, deixo de ter net, que quando vou de férias para casa não tenho acesso à net em casa, nem no telemóvel, nem no portátil, porque normalmente não preciso, e acho que é um bem supérfluo que de férias não me apetece pagar, porque net de cabo por 2 meses nem pensar, net no telemóvel não tenho telemóvel nem penso vir a ter onde possa ligar-me de jeito à net, e comprar uma pen por 2 meses que também não. E o que isso me chateia? nada, minimamente. Quando preciso utilizo net das bibliotecas no pulo entre a cidade e a praia. Mas este ano põe-se outro problema, o meu blog, como é que vou actualizar o meu mandarina? Ou se faz uma pausa forçada de 2 meses ou se arranja uma solução qualquer.

Nada contra voltar ao meu diário pessoal, que parar de escrever isso nunca. Já escrevo, para mim, como é óbvio, desde que me conheço como gente. Mas também não queria deixar este espaço que faz parte dos meus rituais quotidianos, não como espaço de partilha íntegral da minha vida, mas como espaço de partilha de momentos e pensamentos e, sobretudo, de enriquecimento pessoal.

Devem estar a achar-me pré-histórica, sem Internet durante 2 meses. Mas sim, é coisa que passo muito bem sem nas férias, há tanta coisa para ler, para conversar com os amigos cara-a-cara, tanta praia para aproveitar, família para matar saudades, passeios para dar, folhas por escrever, tempo para dormir, filmes e séries para pôr em dia. E este ano, soma-se, estudo, para não perder tudo o que se aprendeu este ano. Por isso, Internet para quê? Para actualizar o blog, talvez...

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ataques

por mandarina, em 02.05.12

Ultimamente tenho sido vítima de ataques de dois tipos: fome e sono. Quando não tenho fome, tenho sono, ou vice-versa. Não tem piada, anda uma pessoa a ir regularmente ao ginásio para depois chegar a casa mesmo depois de jantar e porque se cede ao ataque de gula devorar tudo o que é doce, inclusive fruta. Não tem mesmo piada nenhuma. Prefiro ataques de sono, que quanto a isso, bebe-se um café ou foge-se da aula e vem-se dormir, ou espera-se pela hora sagrada da sestinha da tarde. Agora com a fome não se brinca. A gula é um pecado mesmo feio pá. Assim não há meios de ir mandar fazer o Qipao (vestido tradicional chinês) para o casamento da amiga. Como é que entro no qipao, toda a gente sabe que aquilo é justinho e tal e só fica bem se uma pessoa estiver minimamente nos trinques. Porra, mais ginásio amanhã, 2 horas no mínimo senão não há qipao para ninguém.

 

Só por acaso queria, esquecendo a altura e corpo lindo dela, caber assim como ela neste modelito:

[ia para postar uma foto linda da Anne Hathaway vestida de Qipao mas não encontrei uma à altura, por isso, olha vejam o filme, One day]

 

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inveja saudável

por mandarina, em 01.05.12

{#emotions_dlg.drool}Porque inveja saudável, nunca fez mal a ninguém.

fonte Vogue Portugal

 

Entre ontem e hoje a ver álbuns de fotos lindos, da Ana na Índia, do pai em Itália, e de uma colega na Tailândia foi o suficiente para ficar cheia de inveja saudável, daquele que me faz feliz por ver pessoas que amo a descobrir e/ou redescobrir lugares lindos de morrer, e ter oportunidade de, através dos olhos deles, também eu aceder aos encantos do mundo. Por isso, também, obrigada pelas partilhas que me deixam assim, cheia de vontade de um dia partir à aventura por essas terras. 

 

De tudo que me chateia mais em ser pobre e estudante é isso mesmo, não ter dinheiro para poder viajar por onde bem me der na gana, ainda mais porque tempo não me falta, aliás tenho tempo de sobra para dar e vender. Pronto também sei que sucede muito ter-se dinheiro e não ser ter tempo para viajar. Eu é bem mais o contrário. É que nem me chateia nada (ou quase nada) não andar sempre nas compras, poder perder a cabeça por uns sapatos, roupa e afins, agora não poder viajar por falta de dinheiro é um sacrilégio. Mas bom, fica para um dia mais tarde, espero.

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Sonhos

por mandarina, em 01.05.12

Hoje ao almoço enquanto conservámos sobre o que viria a seguir, quem vai para onde, quem fica, e o que nos leva a sair e procurar outras soluções para além do nosso país, sendo do mal normal este tipo de discussões para quem se sente sempre com um pé aqui e outro acolá, um pouco no meio, no meio da aventura, do desconhecido, do novo, do inexperenciado, do mistério e da ilusão que vira a realidade de todos os dias e o quanto isso, essa incerteza, às vezes assusta mas também alicia e seduz.

 

Eu também não sei o que vem a seguir, não sei dizer onde vou estar depois disto, não saber deixa-me um pouco dormente, não sei se quero saber, não sei se por medo, por necessidade de iniciativa e decisão mas porque enquanto não sei não sinto nada, vou ao sabor das ondas.

Não me sinto, contudo, perdida, sei ao que estou, ao que quero estar, sei o caminho que quero percorrer, sei que não posso voltar já para onde quero, mas também sei que, quando voltar, voltarei muito diferente(para melhor, acho) de que quando parti. Isso dá-me força, dá-me certezas e convicção para continuar.

 

Hoje se me perguntarem o que quero fazer a seguir, digo sem problema algum, ir para casa de férias. O buraco deixado pelas saudades é grande, fere e faz-me arrastar o tempo aqui. Tenho saudades de casa como nunca tive, sei que preciso de curar estas saudades e depois terei forças, as que me começam agora a faltar, para voltar e continuar ao que vim. É uma jornada com muita meta por cumprir, assim espero, assim anseio, assim sonho que seja.

 

E não me quero perder nas ideias, nem nos objectivos, não quero andar mais à deriva, já chega de deriva, hoje sei quem sou, amanhã espero saber quem quero ser. Sonhar é bom, sonhar com os pés bem assentes no chão, mas andar à deriva angustia e enfraquece o espírito e a perseverança que tem de ser maior que os obstáculos e que as pequenas adversidades do dia-a-dia.

 

A vida sem sonhos é uma bela porcaria, mas um sonho sem substância não passa de uma quimera.

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