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Lei da exclusão

por mandarina, em 18.04.12

Estou cansada e tenho sono, mas não consigo fazer uma mini-siesta antes da minha aula de estudo acompanhado e isso irrita-me um pouco. Isto porque tenho um longo dia de estudo pela frente, amanhã é dia de exame de audição, um dos exames mais temidos. Sinto a cabeça algo pesada, deitei-me ontem era 1h30 acordei às 7h30. O exame de escrita correu relativamente bem, fartei-me de escrever (não sei se já repararam escrever muito é o meu forte), agora resta saber se escrevi alguma coisa de jeito.

 

Bom deitei-me tarde mas não pensem "ena que ela estuda que se farta" infelizmente ainda não entrei no modo estudo automático que é tipo quando estou concentrada naquilo que estou a estudar e não como ontem que não me conseguia concentrar mais de 15 min. seguidos.

O máximo é aguentar 30 a 45 min. concentrada, mais não consigo, ou antes consigo sobre time pressure, sim em cima dos joelhos é quando estudo mais e melhor.

 

Isto para dizer que está oficialmente aberta a época de exames e preciso estudar a sério, porque, não só quero, preciso e exijo passar a todos os exames, como ainda quero passar com notas razoavelmente boas. O de leitura é o único que me permito passar à rasca de tão inútil que é a cadeira e seu conteúdo, todos os outros são importantes. E isto agora porquê? perguntam vocês. Sim, para quem não tem a memória curta já sabem da minha opinião sobre a carrada de exames que os chineses fazem e nos obrigam a fazer.  Passar neles nem sempre é prova com exactidão do nosso nível mas uma coisa é certa, é nas alturas que se aprende mais, que se estuda, por obrigação, fora este período é mais dífícil estudar-se com sentido de obrigação e mais, porque para muita gente significa assegurar as suas bolsas de estudo.

 

Passo a explicar. Muitos dos bolseiros patrocinados pelo governo chinês têm a obrigatoriedade de passar para assegurar uma nova bolsa no próximo ano lectivo, e alguns mesmo para assegurar a bolsa actual sob pena de serem imediatamente recambiados para os seus países caso não passem nos exames.

 

Eu não faço parte do grupo que tem de passar sob pena de me expulsarem daqui a pontapé, e também não sei até que ponto a renovação da minha bolsa está condicionada pela minha aprovação nos exames, há quem diga que não tem nada a ver. Ainda assim, a meu ver, devia ser assim, e sim aplico a mesma regra a mim, quem reprova nos exames não lhe deveria ser concedida uma nova bolsa. Isto porque, sejamos sinceros, há muita gente que vem para a China passar um ano de férias às custas do governo chinês. Gente que quase nunca vai às aulas, que quando vai é para a palhaçada, que chegam atrasados e não deixam os outros aproveitar, que não querem saber de tpcs e muito menos de exames.

Gente assim que depois vê renovada a bolsa. Pois não concordo, e se as faltas não resolvem o problema, então que se tome os exames como pauta de exclusão e quem não passa não tem direito a mais um ano de férias. O que não falta praí é muito boa gente a querer ter e aproveitar esta oportunidade. Aqui conheço de tudo, as pessoas que tiram proveito do estudo e as que tiram proveito do dinheiro e conforto da bolsa. Pois para que uns não empatem os outros, que as reprovações signifiquem exclusão. Sou a primeira a pôr a minha cabeça na guilhotina, se não passar não mereço nova bolsa. E viverei bem melhor com isso (e com a minha consciência) do que ter nova bolsa tendo antes reprovado.

 

Mas porque quero essa bolsa mais que tudo (I do want this scholarship so f*ckin bad), e quero honrá-la bora lá estudar e atinar neste curto (que parece muito longo mas não éperíodo de exames.

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eye candy

por mandarina, em 17.04.12

Famoso & jeitoso. Um espanhol que deixou Portugal rendido à sua voz, e o mulherio português todo maluco! (todo é generalização não confirmada)

Em 2011, Pablo Alborán vendeu mais de 200 mil discos com o seu primeiro trabalho e mereceu ainda 3 nomeações para os Grammy Latinos, nas categorias de Artista Revelação, Melhor Álbum (En Acústico) e Melhor Canção (Solamente Tú).
fonte Caras

 

p.s.: dedico à Rita

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música em português

por mandarina, em 17.04.12

Há muito boa música portuguesa, um pouco escassa nos dias que correm, mas este grupo, Mesa, agora com uma nova vocalista, é um bom exemplo disso, e é verdadeiramente linda esta música e a voz da vocalista, Rita Reis é super doce e cativante.

 

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Arte da contradição

por mandarina, em 17.04.12

Há pessoas que não sabem o ridículo em que caem sempre que insistem em contradizer-se nas coisas mais banais do mundo mas que aqui na Ásia é coisa para lhes valer, imediatamente, a perda da face. Não querendo entrar em grandes explicações sobre face e o seu significado, que há quem o explique bem melhor que eu [aqui], mas é uma pena que haja pessoas que insistam em perdê-la ao afirmarem a pés juntos A e passados uns dias afirmarem B,  sendo B só o oposto de A. É caso para dizer que com essa postura na China não dura(rá) muito tempo perante os amigos, colegas de trabalho, patrão e afins.  

 

Se querem ser pessoas fiáveis tenham masé tento na língua antes de jurarem a pés juntos o que quer que seja, do género, "adoro exames, podia fazê-los a vida toda porque me obrigam a estudar e mesmo não sendo obrigada vou fazê-los porque me dão prazer" e depois a mesma pessoa, uns tempos antes, "tenho exame amanhã mas não vou porque não é importante nem obrigatório". Hey então em que ficamos! E tar caladinha, não!?

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processo

por mandarina, em 16.04.12

Chega um dia em que não mais se é assaltada por pensamentos ridículos, por lembranças, por saudades, curiosidades, por pieguices próprias de quem gosta e de quem se importa. Chega um dia que acaba de vez e para sempre, e pensando para ti própria "porra finalmente desta já me livrei", soltas um grande suspiro de alívio. Verdade, um dia, sem que te apercebas, esse momento chega, esse momento vem sempre pela calada, mas vai ficando até ser dado adquirido, é como que uma borracha invisível que apaga os vestígios deixados pelo outro. Significa que se avançou, que já não se olha para trás, mas também significa uma espécie de morte interior, por cada sentimento bom que se desvanece por conta da indiferença do outro, do tempo e distanciamento morre-se um bocadinho bom de nós, aquele bocadinho em que víamos no outro alquém quem estimar. Aí, nesse momento, fica só o vazio, ou então, por outro lado, ficamos nós a sós connosco mesmos na nossa mais completa plenitude enquanto seres individuais.

Esquecer os outros, que não nos querem, estimam ou sentem a nossa falta, é um processo como tantos outros, natural e espontâneo, é um passo na direcção daqui para frente será diferente, um processo de esperança renovada e não de desânimo porque se errou na porta, mas antes na certeza que um dia se baterá à porta certa e que, dessa vez, ela não se fechará na nossa cara e que não mais a brusquidão da batida nos esmagará, uma vez mais, o coração.

 

Esse dia chegou.

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Pensamentos aleatórios #22

por mandarina, em 16.04.12

A humildade não se apregoa, ou se tem ou não. E, em 100% dos casos, quem mais apregoa tê-la é quem menos a possuí.

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Música e estudo

por mandarina, em 16.04.12

Juro que estou a tentar concentrar-me nestes ppts todos cheios de caracteres lindos de morrer, lindos, e interessantes, e na matéria que vem para o teste de escrita desta quarta, o meu esforço é tal que para entrar no espírito da coisa me pôs a ouvir música chinesa e vou-vos contar, há música chinesa mesmo catita, mesmo agradável e eu começo, pouco a pouco, a render-me a estas sonoridades. Só tenho uma reclamação, é sempre tudo muito meloso, amor isto, amor aquilo, dor de amor, alegria de amor, amizade com amor. Epah ainda tenho uma overdose com a palavra amor que em chinês se escreve e lê 爱 (ài).

Deixo-vos esta, gosto muito da voz deste menino, nome inglês David Tao, nome chinês 陶喆 (táozhé):

 

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uso da cabeça

por mandarina, em 16.04.12

Consigo pensar em muito tipo de prisões psicológicas mas não consigo tirar da cabeça que a pior é, e sempre será, a incapacidade de certas pessoas pensarem por elas próprias e, em vez disso, deixarem a sua maior liberdade a cabo de terceiros. E que tal começarem a pensar pela vossa cabecinha e não a do namorado, marido, esposo, amigo, companheiro, etc. Isso sim é que era de valor, coisa para vos valer uma existência significante.

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Nem às paredes confesso #10

por mandarina, em 15.04.12

Troca de olhares cúmplices e penetrantes, que vêm espicaçar ainda mais a curiosidade já de si grande. Estava capaz de me perder nesses olhos licor de café.

 

小心,小心 (xiǎoxīn) cuidado que quem brinca com o fogo saí queimada (chamuscada no mínimo)

 

desaperta o coração (será?)

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vocação profissional

por mandarina, em 15.04.12

Um pouco a propósito deste post da sempre atenta e informada Maria, intriga-me esta coisa dos melhores e piores empregos, percebe-se que o estudo seja generalizado mas, a não ser pela obrigatoriedade de trabalhar em algo para o qual não fomos talhados, num cenário ideal o que é um bom trabalho para A poderá obviamente ser um trabalho péssimo para B. É um pouco como o que tenho vindo a verificar, que isso de ter vocação é uma preciosidade (raridade também quiça) nos dias que correm, e que quem tem vocação para trabalhar em diferentes tipos de trabalho é considerado um achado nos dias que correm. Se, por um lado, há muita gente a ter capacidade para trabalhar em X e Y, com as competências técnicas e intelectuais certas, acho que com a vocação se passa de maneira diferente.

Ou pelo menos eu vejo as coisas assim, quando penso em mim. Até agora, com a minha pouca experiência de trabalho posso afirmar duas coisas: tenho capacidade para trabalhar em coisas diferentes, já talento e vocação nem tanto. Sou perfeitamente capaz de ensinar, e não desgosto do que faço, eu sei que é só em regime part-time, mas sei também que não é a minha vocação.

E posto isto, não tendo ainda encontrado a minha vocação, vou como que eliminando hipóteses ao experienciar-me nas minhas não vocações, na esperança de um dia encontrar verdadeiramente algo em que me dê prazer trabalhar.

Ensinar não está ao alcance de todos, ou antes estar está, mas com vocação e talento só mesmo para alguns. Um pouco como todas as profissões. Há que amar o que se faz, senão não há salário que pague o sacrifício diário. E trabalhar não devia ser sinónimo de sacrifício.

 

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