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Vazio na multidão

por mandarina, em 12.01.13

A primeira paragem desta sempre interminável viagem é Shanghai, aqui a miss tive a belíssima ideia de tirar um bilhete (barato) mas que me deu direito a uma paragem algo demorada para quem tem é pressa de ir para casa e não ver as larocas carinhas chinesas tão depressa. E então, também porque não estou predisposta a grandes passeios, tá frio e eu já tou cansada com a habitual correria matinal. Além disso, não me apetece ir a sítios cheios de gente e esbarrar em pelo menos 2500 pessoas.

Mas como é que este país tem tanta gente. Esta gente só sabe mesmo é **d**!

 

Mas de volta a Shanghai, já almocei num dos meus restaurantes favoritos por isso a viagem não foi nada perdida, e antes disso tive a tentar encontrar alguma paz interior dentro do primeiro sítio que verdadeiramente me apeteceu entrar na China, uma igreja cristã. Mas a missa, à que assisti durante pelo menos uma hora, e como era em chinês não me permitiu atingir o nirvana. LoL Mas estava-se lá tão bem que nem vi o tempo passar e confesso que não me importava nada de lá ficar até à hora de ir embora, mas o estômago, o estúpido, pôs-se a roncar e lá tive de abandonar a minha anual ida à missa.

 

Deambular por estas ruas tão conhecidas, eu era daquelas que passei ao lado de todas as merdas interessantes, tipo exposições, museus, galerias de arte, openings, etc no pouco tempo que aqui estive, mas bati estas ruas de lés a lés, pelo menos as do centro. Soa tudo a tão familiar como se aqui tivesse vivido 10 anos e no entanto foram só 6 meses, é caso para dizer que foram uns 6 meses bem intensos.

No entanto, e apesar de Shanghai ser uma grande cidade bem desenvolvida e interessante, o sentimento que lhe tenho é de um imenso vazio. Esvaziou-se-me o interesse por Shanghai, acho que ficou lá atrás com os amigos que já partiram daqui, acho que se esvaziou tal como o coração, agora só sinto um grande imenso vazio sempre que aqui venho e dantes era tão diferente.

 

Não resta ninguém, 0, os amigos partiram, os conhecidos tornaram-se quase desconhecidos, as ruas perderam a piada, a gente é toda anónima. Não sinto nada, só um vazio como se me tivessem deixado um imenso buraco bem no centro do coração.

E como eu gostava de ter sido diferente, mas há coisas que não conseguimos controlar, e o sentir é mesmo um deles.

 

Agora que sinto isto tudo e desta maneira, só consigo dar razão àquele ditado "há males que vem por bem". Agora acredito que sim, Changsha é um mal necessário, porque aqui neste vazio é que eu não conseguiria viver.

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