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Message in a bottle

por mandarina, em 17.06.12

Desejo sinceramente que a vida não me volte a pôr frente-a-frente com pessoas do passado, não que receie que alguma coisa extraordinariamente má aconteça, mas por recear um desdém e um desconforto que não tenho vontade alguma de experienciar.

 

Hoje ao olhar para o passado não posso deixar de constatar que tudo aconteceu tal e qual como deveria ter acontecido, não tenho a mínima dúvida, não tenho aquele secreto desejo de pensar "e se tivesse sido assim ou assado". Nada, não mudaria nem faria por mudar uma vírgula do meu passado.

Cada vez mais sou uma pessoa bem resolvida, que olho em frente, e nunca com a ideia de voltar atrás, tentar remediar algo, voltar a ter pessoas do passado que, no passado não fizeram por me merecer, no meU presente. Não encontrariam a porta aberta, isso vos garanto.

 

Um dia fi-lo, confiei a alguém do passado, que me desiludiu imenso, uma nova oportunidade. Resultado: nova desilusão. Mas aprendi uma lição, que o passado e as pessoas do passado não tem lugar no presente. Não as quero na minha vida, tal como um dia elas não me quiseram na delas.

 

Não olho o passado como lixo, antes pelo contrário, como experiência, da qual resultou muita aprendizagem, e também como exemplo para que no futuro não repita os mesmos erros.

 

Agora se continuo a ser uma romântica incurável, apesar de tanta coisa e pessoa que já me desiludiu, amigos e amores, uma coisa é certa, quero continuar a ser assim, a acreditar nas pessoas, a ter esta capacidade inata de me apaixonar, quem seja por um amigo/a quer seja por um novo amor.

Não nego que seja difícil ser tão romântica, é difícil sim, mas perder a capacidade de me apaixonar significa perder a essência. Quanto ao passado, é como um livro que gostei de ler, que até me trouxe muita alegria, alguma dor, mas sobretudo que não voltaria a ler porque a imensidão de livros por ler é tão absurda que seria impossível prescindir do novo perante um antigo, um que já sei que não me trará nem novidade, nem terá a capacidade de despertar em mim aquela paixão que só sucede uma vez, pelo novo e desconhecido.

 

Não sou de viver no passado, não sonho com o passado, sonho antes com o futuro tentando tirar o melhor partido do presente, e por pior que seja o presente jamais o trocaria pela ilusão do passado.

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2 comentários

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Rita a 18.06.2012

Gostei da analogia com o livro! :)
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Maria Araújo a 18.06.2012

Amandina, és uma jóia preciosa,uma mulher.

Sem mais comentários.

Beijinho

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