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meio de escape

por mandarina, em 30.05.12

O meu tem sido a leitura, que ando maluca com estas aulas que nunca mais acabam já lá vão 4 meses consecutivos, e por completar. Agarrei-me à leitura como uma tábua de salvação. Li primeiro Milan Kundera, Jorge Amado, seguido de Mario Vargas Llosa, e, por último, Haruki Murakami.

Agora passei a A Heartbreaking work of Staggering Genius, de um americano finalista do prémio Pullitzer (ano 2000), de nome Dave Eggers (?). Logo à partida, não fui com o título, títulos longos de livros não são apelativos. Mas bom pensei, à falta de melhor, why not. E ontem eram 9h30 e estava com tanto sono, estava a ler, e tive de me ir deitar passado 10 minutos. Não que o livro ou a escrita seja enfadonha, que não é, é um pouco estranha, não ser sequer classificar melhor, mas o pior é que o livro me provoca náuseas e desconforto. Supostamente isto até seria bom, um livro com um poder tão grande que provoque no leitor emoções é um livro com valor, não é isso que também dizem de arte, quadros, esculturas, cinema etc que se te transtornarem é porque é são verdadeiramente bons. Eu concordo com esta teoria.

Mas a verdade é que ao ler este livro fico mesmo enojada e incomodada de uma maneira pouco agradável. O livro debruça-se sobre uma mãe com cancro e o sofrimento e transtorno que isso provoca na vida dos seus filhos que se vêem a mãos com todas as consequências físicas que o cancro inflige à pobre criatura. As discrições são tão minuciosas que o leitor consegue transpor-se para a cena descrita e viver aquilo tudo como se fosse real. E believe me, não é agradável, é assustador, é como ter a morte todos os dias a rondar, tipo sarna que se pega ao corpo e não desgruda. E eu até acho que o livro está muito bem conseguido, mas eu não tenho estômago. É não só deprimente, e arrepiante e humanamente cruel. Quase doentio. Nem sei.

 

Dou por mim a suspirar de saudades pelo norwegian wood de Murakami. Já não lia nada tão bom há muito, talvez por me identificar imenso com o personagem principal, com as miúdas do livro não. Mas com o rapaz é uma identificação quase por completo.

Volta Toru e fica a contar-me da tua vida eternamente.

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