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Paciência é uma virtude

por mandarina, em 28.04.13
Que eu adoraria ter e não tenho lá muita, acabamos de trabalhar antes das 17h e o boss mandou-me esperar um pouco, já estou à espera à quase hora e meia e ele ainda não se despachou, mas porque é que eu não fui de metro e disse que aceitava a boleia dele? Só espero mais uns minutos que é como quem diz é o tempo de acabar este post e pôr-me a andar daqui para fora, já teria ido não fosse ter de apanhar o metro, linha 4 sair duas estações depois e apanhar a linha 10, por mais de meia-hora e em pé e a esta hora num metro mais apinhado do que vocês possam sequer imaginar, tipo só dá para mexer os olhinhos e pouco mais. E sinceramente a paciência para isso é menor do que esperar pela boleia do chefão, que me leva lá em menos de 20 minutos, assim espero, e de carro.

Ai aqui a pensar na sorte que tenho, esta manhã comprovei-a, porque apesar de ter ficado num apartamento para lá de caro, ainda que T0 mas super acolhedor, tenho a certeza, vi isso hoje de manhã a ver para o escritório no lado oposto ao habitual, que não aguentaria todos os dias meter-me naquele metro e ter de fazer a linha toda, ou mesmo fazer a linha e ainda ter de mudar de linhas. Nem é tanto pelo tempo que se perde, também é grave, o pior é pela sensação claustrofóbica de estar num sitio tão pequeno com tanta gente lá dentro, e pelo desconforto que isso provoca. De todo que isso seria um factor para lá de desmotivante.

Porque uma coisa são as minhas habituais duas estações matinais, e já assim evito entrar antes das 9h no metro porque é quase impensável ir ali esborrachada no meio daquele povo todo, outra coisa bem diferente era ter de aguentar diariamente um inferno de uma hora dentro de um espaço à pinha, que no final do dia se traduziriam em 2 horas perdidas.

Esta cidade em termos de densidade populacional é o terror dos terrores, nunca vi tanta gente no mesmo sitio ao mesmo tempo.

E agora o boss já vinha, não? Quero preparar a minha viagem de amanhã que já tou de férias (por 3 dias) mas sempre são férias.

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...

por mandarina, em 27.04.13

Hoje podia vir para aqui simplesmente queixar-me da minha semana que já vai muito comprida e ainda não acabou, e que amanhã promete mais trabalho a surgir por todos os lados, mas simplesmente não me apetece queixar, nem rezingar com nada nem ninguém. Ontem nas minhas incursões pela blogosfera encontrei um blogue, e com muita pena minha só ontem o descobri, não digo que fui tarde, porque mais vale tarde do que nunca, mas gostava de a ter acompanhado em tempo real, ainda assim pela sua maneira de se expressar, pela simplicidade e genuidade da sua escrita, mas sobretudo pela sua força de lutar pela sua vida da maneira como o fez partilho aqui o seu blogue, não como lição de vida, mas numa espécie de humilde homenagem a esta rapariga por ter tão bravamente lutado pela sua vida com tal força (sobre-humana diria) e ainda tê-la partilhado connosco.

 

Aqui fica http://episodiosderadio.blogs.sapo.pt/

 

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E de repente...

por mandarina, em 25.04.13

Vêm-me à cabeça os tempos de estagiária na Aicep em Shanghai, há tanta coisa em comum com o momento atual, o mesmo horário de trabalho, e eu consigo chegar sempre atrasada para não variar, a mesma rotina, o escritório vestido de Portugal da cabeça aos pés, é panfletos, e mapas de Portugal, e livros de promoção, até os poetas portugueses vêm estampados nas taças da Vista Alegre que o boss trouxe de Portugal e nos quadros ainda por afixar, é o fado, que tem dias está como música de fundo. E é reconfortante, é um Portugal em ponto pequeno, e uma portuguesa (eu) para completar o quadro.

 

E pensar que aqueles tempos não voltariam, e hoje, once again, cá estou eu num ambiente muito parecido, com tarefas algo parecidas, com uma forte ligação a Portugal. A única coisa que mudou, foi não só a cidade, como os patrões, agora chineses (2 chineses), 5 estrelas de realçar, e um novo objectivo, que naquela altura nunca existiu em mim, o de fazer bem, sair-me melhor ainda, porque se naquele tempo falhei em grande, do início ao fim, se bem que não havia muito por onde dar certo, hoje, quis o destino colocar-me aqui, como a dar-me uma nova (e talvez última) oportunidade para ser uma profissional a sério.

 

E é com este sentido de dever, cumprir-me a nível profissional que encaro esta nova etapa da minha vida, e desejo não esquecer o quão irresponsável fui no passado e dar graças por esta nova oportunidade profissional me ter vindo parar às mãos, e fazer por lembrar-me disso com a mesma convicção todos os dias de manhã à hora de sair, mesmo que venha para um escritório um tanto ou quanto solitário numa rotina pouco entusiasmante, e num ambiente de trabalho desafiante mas também um pouco assustador.

 

E de repente, o passado no meu presente, mas o medo de falhar não pode nem entrará na equação. Só há uma via, ir em frente sem medo e com uma grande determinação de ser alguém, mais do que somente aquela portuguesa que veio de Inov para a China e ficou à margem de tudo (profissionalmente falando) o que a rodeava porque se decidiu meter à margem.

Hoje é diferente, quero que este barco seja também meu, quero remá-lo e direccioná-lo, que margem de manobra não me falte para isso.

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Nada é para sempre

por mandarina, em 23.04.13

Não há nada que dure para sempre, mas há coisas que duram mais tempo do que gostariamos. A dor de perder alguém, e não por morte, que essa é uma maneira bem definitiva de perdermos alguém, mas contra a qual nada podemos. Quando perdemos alguém porque as cirscuntâncias o exigem aí perdemos o chão e não sabemos como dar a volta à coisa porque afinal de contas a pessoa existe, segue vivendo ainda que não esteja mais nem aí para nós. E é com este tipo de dor que dificilmente sabemos lidar, porque uma vez que não aprendemos a ligar-nos de maneira tão forte a alguém, simplesmente acontece, muito menos aprendemos a desligar-nos duma hora para a outra. E dói, e não sabemos quando a dor vai passar, e não sabemos porquê, porquê a nós, nem porque tem de ser se podia ser de outra maneira. Sabemos que a dor é relativa, quando vemos os outros sofrer pensamos sempre que é relativo, toda a gente sofre uma vez na vida com a perda de alguém, agora quando a sentimos na pele não sabemos porque dói tanto, quando vai passar, como fazê-la passar, e se algum dia voltaremos a sentir-nos bem outra vez.

 

Não vim dar numa de psicológa da dor, mas antes dizer que não há nada que não passe, até quando parece que nunca vai passar, não há nada que sempre dure, muito menos a dor. A felicidade é precisamente isso, o oposto da dor, porque quem ousa ser feliz, tem, muito provavelmente, arriscar-se a ser infeliz. Uma das boas lições a tirar deste tipo de situações é precisamente aceitar que felicidade e dor são dois opostos, que andam, quase sempre de mãos dadas e saber viver com isso, aprender a lidar, aprender a ser forte e a seguir com a vida que se tem e que está, somente, nas nossas mãos saber recriar de novo com um sorriso de coragem nos lábios.

 

Dedico este texto a uma super amiga, que tenho a certeza vai descobrir que o importante não são tanto os outros nem o que eles pensam de ti, (e muito menos o que eles vêem em ti) mas sim como nós nos vemos e assumimos perante os outros. Quem tem de vir primeiro somos nós no matter what.

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Má e Boa

por mandarina, em 12.04.13

Como não poderia deixar de ser. A má notícia é que a colega de trabalho, super gente boa, super querida, durou uma semana no trabalho. Fartou-se disto bem rápido, também pudera, caiu-lhe tudo em cima, todas as traduções, todas as tarefas que eu não posso fazer, e claro não tá para abdicar da vida dela por uma empresa que mal conhece, conclusão vai embora, o que significa que para mim virão dias dificeis pela frente, nem quero imaginar, muito menos ver o que por aí vem.

Isto na minha opinião não deixa de ser normal, uma empresa não pode funcionar com 2 pessoas, uma com pouca experiência nesta área (eu) e outra a quem cabe fazer tudo desde secretária, a tradutora, etc. Agora falta saber como é que o boss se vai arranjar com este pepino, logo numa época que mais precisa de ter tudo feito e para ontem.

 

Boa notícia é que quando falou com a colega que vai agora embora disse-lhe que se o negócio correr bem, no futuro eu serei transferida para Portugal para o escritório de lá, que eles pensam abrir. Isto é tudo muito cedo para me pôr aos pulinhos, porque antes disto tudo, preciso transformar-me naquilo que eles querem, alguém que fale chinês espectacularmente bem, alguém que saiba vender bem e mais do que isso alguém em quem possam deixar tudo nas mãos, no que respeita aos clientes em Portugal. Será um ano complicado, e será um desafio tremendo, e tudo depende do meu esforço e dedicação, mas se tudo correr bem, daqui a algum tempo posso estar a voltar para Portugal para viver e trabalhar. E isso é um sonho de ideia, melhor notícia do dia, do mês e possivelmente do ano.

 

Não vai ser fácil, mas impossível também não. Por isso, quero muito acreditar que depende de mim eu conseguir construir a profissional que eles querem que eu seja e agarrar esta excelente oportunidade de poder voltar para Portugal nas condições certas.

 

E o tempo em Pequim tem estado uma verdadeira maravilha, quentinho e solarengo.

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Linha da vida

por mandarina, em 06.04.13

Eu bem sei que abandonei o blogue às aranhas, mas a verdade é que a vontade de escrever não tem sido muita. Em períodos conturbados de mudança é assim que eu funciono, gosto de estar quietinha no meu cantinho, a ver se as coisas entram nos eixos, e até acostumar-me à nova rotina será um período de transição, pelo que até lá não esperem muitas palavras minhas. O meu pior defeito, ou um deles, que afinal tenho alguns, mas um deles é ser extramamente desorganizada e tudo demora o dobro do tempo a fazer.

 

Amanhã volto ao trabalho, e sim amanhã é domingo (quem entende os chineses e o seu método de repor dias de férias???), depois de 3 dias também de trabalho, não no local de trabalho dadas as férias chinesas, e vai ser uma semana compridíssima com 7 dias sem parar. Vamos lá ver se tenho fôlego para tanto, inda para mais ainda ando em busca de casa na Capital. Não tá fácil, nada mesmo. E viver debaixo da ponte também tá fora de questão com o frio que faz nesta cidade.

 

Da poluição até pode ser que ela ande por aí, mas uma coisa é certa, o Sol e o céu azul até que tem sido uma constante, pelo que ajuda a manter os níveis de bom humor nas suas doses recomendáveis.

 

Voltarei, não sei quando, mas volto em breve, quando entrar com tudo nos eixos nesta minha nova vida.

 

Uma frase que a propósito de várias coisas tenho pensado nos últimos tempos.

"Deus escreve direito por linhas tortas", quer-me parecer que sim :) a minha até tem sido bastante atribulada, mas talvez, e finalmente, esteja a chegar a bom porto. Farei por isso, mãos à obra!

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