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Isto de procurar uma pessoa para ser o meu/minha Language Exchange partner (isto em português soa mal não, parceiro para intercâmbio linguistico (?)) é muito divertido. Postei um anúncio num site propositadamente para encontrar alguém interessado em fazer Language Exchange, eu disponibilizei-me a ensinar/falar português (claro), inglês (why not) e espanhol (por supuesto). Para português ainda não há interessados, que pena, era tão mais fácil.

Mas o que mais me surpreendeu no meio disto tudo foi ter mais respostas de rapazes que de raparigas, uma talvez. E mais surpreendente que isto é que, pode ser que me engane, mas eles não estão propriamente só a pensar em LE. Então o primeiro que respondeu ao post, com um título de mail só por si um pouco estranho, "LE and More". Bom, já disse ao moço que estou só mesmo interessada no LE, nada contra fazer amizades claro, mas depois de ele ter ignorado a minha pergunta, "que língua é que quer aprender/praticar?" e proposto almoçar comigo, cheira-me que as intenções dele passam a questão de LE.

Um outro fez-me rir também, título da mensagem, "i am the one u looking for", parti-me a rir, parece mais resposta para um concurso para arranjar namorado/a. Ainda não respondi, também com este título deve querer qualquer coisa mas não necessariamente LE.

Ia jurar que me tinha enganado na secção onde postei a coisa, há uma secção no site para postar cenas pessoais, tipo "procuro pessoa, bla bla" mas não, já verifiquei e postei no sítio certo, Language Exchange. Não sabia que havia uma linha tão ténue entre LE e procurar alguém com outras intenções. Visto que eu não procuro alguém para além do LE, nem sei que lhes responda, pobres coitados.

nota: bf, se estiveres a ler isto, provavelmente não estarás, mas se estiveres não te assustes ahah!

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Coisas estranhas que acontecem em Taiwan

por mandarina, em 21.09.15

Se calhar este post deveria antes ser "coisas estranhas que me acontecem em Taiwan" mas vou generalizar, talvez não seja a única laowai  a quem isto acontece (em chinês estrangeiro/a, forma muito particular de nomear alguém estranho a esta terra) [nada contra, acho laowai e waiguoren engraçado quando não é dito de uma forma medonha]. Continuando...

Então mais uns dias se passaram desde o meu último post sobre Taiwan. Ou Taipei, que Taiwan é a ilha, e Taipei é a cidade onde eu vivo realmente. Taiwan tem umas quantas outras cidades que eu desconheço totalmente (por enquanto) o mais longe que fui, foi à praia de Fulong que fica a 1h30 daqui num comboio meio para o lento. E que, apesar de ter um cenário lindo, não penso lá voltar a pôr os pés tal o estado lastimável da mesma, suja mas suja que só vendo, uma pena, e ainda cobram o acesso à praia aos poucos cromos que para ali vão. Pouca miséria, a cobrar teria de ser por uma praia limpa e não por aquela vergonha de praia. Moving on...

 

Coisas estranhas, continuo a detestar o sistema do lixo, ainda no outro dia comentava como uma amiga aqui, "os taiwaneses gostavam de esquecer que há lixo". Fazer lixo é uma triste realidade a que não podemos fugir já andar atrás de uma carrinha do lixo isso poderíamos fugir, quem inventou este sistema deve ser sádico para impor esta rotina nojenta. A minha vida ficou muito mais condicionada por 1. ter de pensar onde vou pôr o lixo que faço quando ando na rua [não há contentores na rua], tenho de o guardar dentro da carteira (que nojice) para com sorte encontrar um sitio onde o possa colocar, em último caso tenho de o guardar até chegar a casa onde 2. não há contentor do lixo em casa, ah lindo, não há, faço lixo, posso colocar temporariamente na cozinha num mini saco ou guardar comigo até ter oportunidade de os meus horários coincidirem com a carrinha do lixo. Poupem-me...que parvoíce de todo o tamanho. E eu percebo, juro que sim, percebo que haja tufões [medo, respeito] e baratas sedentas de lixo, e ratos (ainda não os avistei mas eu sei que os há) mas tirar o lixo a horas certas não dá né gente!!!

Problema n.º2: perceber como funcionam os autocarros, aqui entra-se num autocarro e ao pé do motorista vê-se o símbolo 上下车(+ verbo pagar em chinês, que não tou a conseguir inserir aqui) e primeiro que eu percebesse isto, ui, também sou um pouco de compreensão lenta já se sabe, mas agora acho que compreendo. Então sem maçar muito é, se estiver o símbolo iluminado  上 é para pagar logo quando se entra no bus, se for 下 é para pagar só à saída. Até aqui tudo bem, mas eu já pensava que andava a delirar e tal, quando ao entrar no bus vejo que 上 está iluminado e quando saio está 下. Agora, após 3 semanas de uso, é que caí em mim, então aquilo muda por zonas, se for muito longe, pra lá de bueda longe tenho que pagar 2 vezes daí pagar ao entrar e voltar a pagar ao sair. Ou então não, o pior é que eu ainda não estou 100% certa e já não é a primeira vez que, 1. ao sair digo ao motorista que já tinha pago quando entrei e saio sem voltar a pagar 2. volto a pagar com o cartão e fico mesmo muito irritada, especialmente quando o motorista me deixa trancada dentro do bus e toda a gente fica a olhar pra mim :/ not cool. Mas deve ser isto, hoje li uma cena assim, só que ainda não reparei bem se há pessoas a pagar 2 vezes ou não, ou se eu sou a única troll a fazê-lo. Ahhh mais uma incógnita.

Por fim, uma coisa não muito bonita de se ver, isto já me aconteceu antes na China mas aqui é muito mais descarado visto que aqui há muitas vezes lugares vazios no bus, logo, a possibilidade de escolha dos lugares é maior que nos da apinhada China continental, então não é que o pessoal (jovens, velhos, rapazes, raparigas) é, por norma geral, xenófoba. Então, estou eu sentadinha num banco de 2 lugares, e juro que não será porque eu cheiro mal, tomo duche todos os dias [juro mãe], lá estou eu quietinha no meu canto e todo e qualquer taiwanes(a) que entre que vem todo lançado para o lugar ao meu lado, uns mais dissimuladamente que outros, acabam por evitar sentar-se ao meu lado sempre que podem escolher outro lugar, hoje um Sr. teve de se sentar ao meu lado, mas muito contrariado, que eu bem notei. No início pensei que fosse por medo que eu pudesse perguntar algo, mas nem toda a gente pode ter esse receio e não será certamente por isso. Hoje acho muito sinceramente que é uma questão de "eh estrangeira". Racismo, xenofobia, o que quer que seja é feio, e nada agradável.

Já no supermercado o engrançadinho do rapaz da caixa, pergunta-me se queria um saco e eu disse não, depois diz "may I have your number?" e eu ainda pensei que fosse o número de cliente, mas eu disse não, porque nem tinha cartão de cliente e ele ficou com uns modos muito brutos. Quer-me parecer que não seria o meu número de cliente que ele queria. Ahaha... não queria o chinoca mais nada, não. É do 8 ao 80!

Em breve volto para mais uma crónica de coisas estranhas em Taiwan.

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麻煩 (máfán)

por mandarina, em 21.09.15

麻煩 (máfán) - em chinês, algo que chateia, incomoda, uma chatice, portanto.

 

E por estes dias estou a ler um livro, o qual até já fui ver a adaptação no cinema. Em Parte Incerta, ou no original, Gone Girl. E é interessante perceber que o livro se centra na relação de um casal, e perceber até que ponto podemos errar quando lidamos com alguém, e ultimamente tenho pensado muito nisto. Na impossibilidade de perceber como vão as pessoas reagir ao que dizemos, ao que fazemos, ao que somos. Porque, por mais bem intencionados que sejamos, nunca conseguiremos ser o suficiente bons para agradar a toda a gente. E longe vai o meu tempo de agradar a toda a gente, aliás sempre fui mais do género não me obrigar a agradar a alguém. Infelizmente nisto das relações humanas não há guiões e só dá mesmo por agir por impulso, mas às vezes é cansativo, é uma chatice ter que pensar se A ou B vai levar isto ou aquilo a mal. É uma grande dor de cabeça e eu ando sem pachorra nenhuma para os filmes das pessoas. Pode até ser culpa minha, mas ser do jeito que sou, ser quem sou, e finalmente ter-me aceitado como sou levou tempo daí que não vou fazer de conta que sou outra pessoa, outro género só para agradar, só para passar no teste do "assim ninguém fica descontente comigo".

Nunca tive muito auto controlo, sou uma pessoa com um carácter vincado, e uma forma de ser bastante livre e sem freios, isso depois reflecte-se no que digo. Viver socialmente é muito complicado, uma chatice, uma interminável dor de cabeça e algumas desilusões pelo meio. Enfim, no fundo estou a gostar do livro que estou a ler porque é muito curioso perceber como as pesssoas funcionam, pensam, pensam que se adaptam ao outro, pensam que é possível modelarem-se e, ao fim e ao cabo, não é, porque isso não dá certo. Temos de aceitar quem somos, ser quem somos e ir descobrindo quem aceite e consiga viver com o que somos. E isso é tão unicamente mágico como inexplicavelmente dificil de encontrar. Uma maçada.

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Mandarina ... em Taiwan

por mandarina, em 15.09.15

Deixem-me cá ver, cheguei dia 26 de Agosto, portanto, já conto 3 semanas de experiência em Taiwan, mais exatamente em Taipei, para poder escrever este post.

1. Taiwan é uma ilha, relativamente grande com uma área de 35,980 km², e que tem uma população de quase 24 milhões de habitantes. Hum, o que dizer, é muita gente numa ilha. E quando eu digo muita gente é mesmo muita gente não fosse Taiwan um país asiático. Gente por todos os lados a toda a hora,dizem que a cidade mais caótica da ilha é mesmo Taipei, oh yeah, confere!

 

2. Em Taiwan fala-se mandarim (graça a Deus) mas há cenas que me deixam toda trocada e expressões totalmente novas para mim, aqui táxi não se diz Chū zū chē como na China continental, aqui diz-se jì chéng che. E mil e outras coisas diferentes, tipo inglês americano e inglês britânico. Mas o oral é, quando comparado com o escrito, canja. Os caracteres tradicionais dão literalmente cabo de mim, e eu só espero esquecer os simplificados bem rápido senão vou continuar a irritar a laoshi (prof.).

 

3. Taipei é uma urban jungle, prédios e mais prédios altíssimos por todo o lado, vai tendo uns parques para equilibrar as coisas, mas, no geral, são prédios e lojas e restaurantes, lojas e restaurantes em todas as esquinas. As pessoas por norma vivem nas alleys (ruelas soa tão mal). Eu vivo e é um pouco caótico, especialmente porque carros e motas a vir em todas as direções nestas ruelas é estressante como o caraças, eu já desisti de me desviar ou hesitar a toda a hora, agora ignoro e eles que se desviem, até ao dia.

 

4. Aspectos positivos: Gente ordeira q.b. Ninguém me quer matar para passar à minha frente na fila, não empurram nem gritam, nem amaldiçoamcom o olhar (na China era isto e pior). Ou pelo menos ainda não me aconteceu. Parece que o pessoal é mais pela paz aqui. E mais ordeiro também, no metro aconselham o pessoal a não falar ao telemóvel, leva-se multinha por se beber ou comer no metro; ninguém fuma em lado nenhum (ahaha) olhó exagero mandarina! vá, vejo muita pouca gente a fumar, homens, mulheres, o pessoal não é muito dado ao tabaco, na China continental homem que é homem fuma...e mulheres algumas, também.  Aqui todo o santo lugar é smoke free, yeahhhhhh I love Taiwan.

E ninguém cospe para o chão, no metro, no bus, no restaurante. UAU!

 

5. Aspectos negativos: O pessoal cultiva a mesma curiosidade que na China relativamente aos estrangeiros, é estrangeiro bora especar a olhar para ele, voltei a ser uma extra-terrestre, not cool. Please stop staring, I´m a shy person (laowai), ok? O sistema do lixo é a coisinha mais irritante do mundo, o pessoal tem de ir a correr quando ouve a carrinha do lixo a aproximar-se, ou então à hora normal dela passar, e depois é atirar literalmente o lixo para dentro da carrinha. A música é medonha, faz lembrar o carrinho dos gelados mas sem gelados (!) e deitar lixo a horas especificas é um terror. Bem, pelo menos, fazem reciclagem. Logo são 2 carrinhas, uma atrás da outra. As motas também são coisa para me irritar, são tantas e vêm de todos os lados, tenho aquele pressentimento que um dia uma virá contra mim e não vai ser nada giro. A comida é assim assim, ainda não tenho opinião 100% formada. A fruta é pra lá de cara, e tudo o resto é caro. Será que é por vivermos numa ilha? A minha pele e o meu cabelo também não gostam da água. Mas sobreviverei.

 

What else?

Tantas outras coisas, mas por agora é só.

Ah esqueci-me, o tempo, bom ao início estava assustada, parecia que só chuvia nesta ilha, nunca vi chover de forma torrencial e ininterruptamente como aqui, mas depois abrandou. Isso, e trovoada, e eu tenho grande pavor à dita. Agora é só sol e muito, muito calor e humidade. Mas diz quem sabe que no Inverno é só chuva e chuva e humidade e, cheira-me, trovoada com força. .|.

 

E por hoje é só, logo volto com mais pareceres e possivelmente algumas fotos.

Mandarina@Taipei

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"cantadas" não, assédio sexual

por mandarina, em 11.11.14

Após este vídeo, filmado nas ruas de Nova Iorque, que só veio a público provar que os piropos lançados a mulheres na rua não tem nada de inocente e constituem antes assédio sexual ficam mais dois exemplos de que este é um assunto sério, que assusta, revolta e preocupa mulheres um pouco por todo o mundo.

Partilho este post deveras pertinente que condena a ligeireza e mesmo desresponsabilização ao gozar com o tema de uma forma ofensiva e ridícula no Brasil.

Subscrevo na íntegra estes excertos do post:

Assédio é VIOLÊNCIA. É uma abordagem, muitas vezes grosseira e ofensiva, feita alheia à vontade da mulher. E como não tem consentimento, muitas vezes ela amedronta, humilha e até traumatiza. Segundo a ONU, UMA em cada 5 mulheres no mundo já sofreu uma violência sexual. É claro que muitas de nós teremos um gatilho mais sensível a esse comportamento, às tais ~cantadas~. Então por isso quem tem que ter a palavra final sobre se foi ou não ofensivo, se foi ou não humilhante, se é ou não chato ter um cara dizendo pra você sorrir, “querida” somos nós, mulheres.

Chega de fiu fiu é chega de fiu fiu, chega de assédio, chega de linda, de gostosa, chega de falar com desconhecidas na rua, chega, chega. Pelo menos no caso da Letícia a delegada admitiu que era assédio. Mas pra ela, pelo jeito, assédio só existe quando metem a mão.

“Mas tem mulher que gosta”, é o argumento preferido de uns e outros aí. Deixo com vocês a reflexão que a quadrinista Gabriela Masson, a Lovelove6, que é a criadora da maravilhosa Garota Siririca e pretende fazer alguns quadrinhos a respeito desse tema em breve:

O assédio na rua é tão naturalizado que muitas mulheres acreditam que a presença do assédio é a confirmação de que são “normais”, “aceitáveis” e desejáveis. Quando a mulher não é mais assediada na rua, mesmo tendo consciência política a respeito do que o assédio significa, pode rolar mesmo um sentimento de “ausência”, um estranhamento “será que tô feia, qual será o problema”, mas isso rola por essa introjeção da naturalidade do assédio. Especialmente porque nós crescemos sendo assediadas, desde o momento em que chega a puberdade.
Quando os assédios, pra mim, finalmente cessaram 99%, eu me deparei com esse conflito de me sentir mais segura mas ao mesmo tempo “menos desejada”. Eu tive que refletir bastante sobre esses sentimentos estranhos pra ficar de boa comigo mesma e conseguir realmente aproveitar a liberdade de andar na rua sem sofrer assédios.

Quando muito naturalmente o que deveria mesmo acontecer, sem motivo de espanto, era isto.

 

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brasilidades

por mandarina, em 04.11.14

Não sou supersticiosa mas ontem ouvi da boca de uma moça brasileira que pôr a carteira no chão dá azar, uma pessoa perde dinheiro, e eu não consegui resistir a tirar a mala do chão não tanto por acreditar mas para não tentar o diabo.

O sotaque brasileiro é tão doce, e eu ando, como sempre andei, rendida às sonoridades brasileiras, e descobri esta banda, que junta um doce de cantora, a Mallu Magalhães com o seu adorado marido, Marcelo Camelo, detentor de uma voz melodiosa e sexy capaz de derreter qualquer coração. A Banda do Mar é fruto de uma excelente colaboração entre ambos, e sabe tão bem deliciar-me com este docinho neste Outono.

 

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Devagar

por mandarina, em 28.10.14

Às vezes, dá vontade de ter uma vida normal, emprego normal, com direito a rotinas chatas e colegas de trabalho, com o zunzum típico dos locais de trabalho, chegar a casa cansada de ter estado fora 8 horas mais as passadas nos transportes, de ter ideia do que é ser igual a tantas outras pessoas e ter uma relação normal, de rotinas e sonos conjugados. Vida comum. A apontar em direcção a algo que se constrói conjuntamente.

Mas para ser sincera dá medo pensar em ter uma vida assim, que quem nunca teve uma coisa diferente não gosta de dar passos arriscados. Um dia, quem sabe, lá mais para a frente, sempre se adia isso tudo mais um pouco. Não vale a pena tentar saber a ferros se cabe outra vida na minha vida.

Enquanto isso vive-se esta, mais leve, despreocupada, ao sabor do momento. Adia-se um pouco mais tudo o que nos outros é já norma.

 

 

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#1 vale a pena ouvir

por mandarina, em 16.09.14

Esta, novinha, da Jessie Ware, para os amantes indecisos:

 

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Perdido e "perdida"

por mandarina, em 15.08.14

Sou uma blogger do piorio, nem agradeci o destaque dado ao meu último post. Um obrigado atrasado à equipa da Sapo pelo destaque. Toca a ler livros em inglês, mas cuidado para não os perderem como eu.

 

Passo a explicar, então andava eu a ler, toda feliz da vida, The Book Thief de Markus Zusak, versão original, e não é que por distracção perdi o livro.

Bem primeira vez que me acontece, perder um livro assim sem mais nem menos, fiquei mesmo estupefacta com a minha distracção. Vai uma pessoa cheia de malas e coisas na mão, pousa as coisas sabe-se lá onde e depois de um maravilhoso jantar com amigos dou pela falta do livro, fiquei fula comigo.

 

O mais caricato ainda é que a protagonista do livro, Liesel Meminger, a menina que roubava livros, adquiriu o primeiro livro da longa colecção dela, porque, durante o enterro do irmão mais novo, um aprendiz de coveiro perde o livro que andava a ler sobre a profissão. Assim que o primeiro livro da colecção da menina que roubava livros é sobre a arte de um coveiro.

Depois que passou a ira, achei piada ter perdido o livro, e fiquei a imaginar quem foi o felizardo ou felizarda que o encontrou, ainda a pensar se a pessoa em questão iria lê-lo ou não pelo facto de estar escrito em inglês. (ou simplesmente por não achar piada a livros, há tanta gente assim, não percebo bem como, mas há.)

 

E pronto, agora, sinto-me tentada a comprar o livro novamente, ou então vou vasculhar bibliotecas e na colecção de amigos a ver se algum tem este livro, para não ter de o comprar novamente. Isto porque recentemente comprei alguns, e hoje sinto-me tentada a comprar mais 2, tudo por culpa dos saldos e promoções da Wook.

 

E é que agora nem sei o que leia, não sou de deixar livros a meio e começar a ler outro deixa-me "perdida", mas se bem que neste caso a paragem é forçada...ahaha

 

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Ler em inglês

por mandarina, em 31.07.14

Já me tinha esquecido do bom que é ler em inglês, e espanhol também seria. Tirando o Português só conseguiria ler um livro integralmente escrito nestas duas línguas estrangeiras.

É tão fácil, e eu dou sempre por mim a optar pelo caminho mais fácil, ler as traduções, mas a partir de agora vou tentar reverter a tendência e ler livros sempre que possa no original, isto quando eles forem escritos na língua nativa do autor, ou seja, autores cuja língua materna seja inglês e espanhol, ou que escrevem nestas línguas. O que é muito fácil visto que muitos dos meus autores favoritos escrevem mesmo nestas línguas. Tirando os russos, alemães, franceses, japoneses, italianos, esses é, que pronto, não vai dar.

 

Ando deslumbrada com o livro que ando a devorar, The book thief (a rapariga que roubava livros), de Markus Zusak, autor australiano, que tem uma escrita encantadora que nos prende desde o primeiro minuto.

Diz coisas assim fofas como esta:

 

The only thing worse than a boy who hates you

a boy who loves you

 

Ao que eu acrescentaria, unless you love him back!

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